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Estado teve prejuízo de R$ 25 milhões

2 de outubro de 2009

 

Rodrigo Lins   

A Operação Caixa Preta, realizada para combater sonegação de imposto e crimes de adulteração nos equipamentos emissores de nota fiscal (CEF), gerou um prejuízo estimado de R$ 25 milhões ao Estado. A investigação teve início há três meses e concluiu que duas empresas de informática – a S. Máquinas, no Recife, e a JYG Informática, em Olinda -, credenciadas pela Secretaria da Fazenda (Sefaz) para prestar serviço de assistência técnica, são as responsáveis pela modificação das CEFs.

Segundo o secretário executivo da Sefaz, Roberto Arraes, o dano sofrido pela Fazenda pode ser ainda maior. “Não tem como dizermos um número exato. Precisamos abrir as máquinas e checar os dados dos computadores para, só então, compararmos com o que foi declarado pela empresa. A intuição é de que o valor não declarado seja mais expressivo do que os R$ 25 milhões. Nós vamos fazer essa denúncia no Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) para que o resto do País também fique alerta”, falou.

O diretor geral de Fiscalização de Mercadorias da Secretaria da Fazenda, Oscar Victor, citou que existem algumas diferenças nas notas originais e falsificadas. “Nem todas apresentam esse defeito, mas em alguns casos o software adulterado não consegue copiar de forma exata”, falou.

A operação teve saldo de 11 pessoas presas e 47 mandados de busca e apreensão cumpridos. Entre os presos está um auditor fiscal, que ganhava dinheiro para não denunciar os crimes.

Fonte: Folha de Pernambuco

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