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Leão amarga 10ª queda na arrecadação
18 de setembro de 2009Brasília – Apesar do cenário de recuperação da atividade econômica, a arrecadação de impostos e contribuições federais ainda não mostra reação. Segundo a Receita Federal, em agosto passado o total arrecadado somou R$ 52,06 bilhões, valor 11,34% menor que o de julho. Em comparação com agosto de
De janeiro a agosto, o tombo na arrecadação chega a 7,4%, o equivalente a R$ 34,9 bilhões em valores corrigidos pelo IPCA. O recuo é puxado, sobretudo, pela combinação do efeito da desaceleração da atividade econômica no lucro das empresas, que afeta negativamente o recolhimento de tributos como o Imposto de Renda e a Cofins, e de medidas de desoneração que suprimiram R$ 17, 3 bilhões dos cofres da Receita.
Mas, segundo fontes do Ministério da Fazenda, a demora na resposta da arrecadação à melhora dos principais indicadores econômicos está diretamente relacionada também ao aumento da inadimplência de empresas. O problema, detectado desde o início da crise econômica, ainda não dá sinais de normalização e já levou o comando da Receita a preparar de um conjunto de medidas para combatê-lo.
Desde o agravamento da crise econômica, muitas empresas têm usado o recurso de administrar o caixa deixando de pagar ou fazendo manobras contábeis para adiar o pagamento de tributos. A Selic em queda facilita esse movimento, pois é a taxa que corrige os débitos
Para a Receita, é possível que a arrecadação não volte a apresentar crescimento neste ano em relação a 2008. “Eu não sei se dá para ficar no azul. Esperamos que nesses quatro meses que restam haja uma recuperação. Como a arrecadação vai chegar no fim do ano não dá para dizer”, disse o coordenador-geral de Estudos, Previsão e Análise da Receita, Raimundo Eloi de Carvalho. Ele admitiu que este é o período mais longo de desaceleração da arrecadação. “Mas também não me lembro de uma crise desse tamanho”, ponderou.
Apesar dos indicadores ainda negativos, o coordenador disse ter “certeza” de que a arrecadação entrou numa fase de recuperação. O otimismo contrasta com os dados que mostram que, desde abril, as receitas administradas (que excluem taxas e contribuições controladas por outros órgãos) registram uma queda média mensal em torno de 6,5% em comparação ao mesmo mês de 2008.
Fonte: Diário de Pernambuco
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