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Estado reduz previsão do PIB para até 2,5%

8 de julho de 2009

Paulo Marinho

O Governo de Pernambuco projeta uma revisão de queda no Produto Interno Bruto (PIB) para 2,5% a 3,5% para este ano. Em dezembro de 2008, a estimativa era de que o Estado crescesse 4,8%, mas o déficit previsto para este ano será de R$ 600 milhões. Os números foram apresentados ontem à Imprensa após a reunião do governador Eduardo Campos com os 27 secretários do primeiro escalão. Porta voz do Executivo, o secretário de Planejamento, Geraldo Júlio, apresentou o balanço oficial do primeiro semestre e das perspectivas para os próximos meses.

Geraldo Júlio explicou que, mesmo com quedas significativas na arrecadação do ICMS e do Fundo de Participação dos Estados (FPE) – que correspondem a 90% da arrecadação do Estado -, a gestão não precisará fazer contingenciamento ou atrasar o cronograma de obras. “Com um esforço grande, mantivemos uma reserva orçamentária em 2007 e 2008. Se não tivéssemos esse dinheiro e uma linha de financiamento através do BNDES (programa emergencial que destinou R$ 280 milhões para Pernambuco) ficaríamos muito longe das nossas metas, entrando num ciclo negativo de pouco emprego e desequilíbrio das contas”, ressaltou o auxiliar.

Apenas em 2008 foram economizados R$ 136 milhões através da redução do custeio da máquina pública. Para 2009, o governador cobrou um corte maior, sendo algo em torno de R$ 200 milhões. Outro fator de extrema importância para a manutenção das metas da gestão é a ampliação dos investimentos. No ano passado, foram disponibilizados R$ 1,135 bilhão. O ano corrente contará com R$ 1,3 bilhão. Apesar da crise e consequente diminuição nos repasses federais, o valor teve um acréscimo por causa dos recursos oriundos do Executivo Estadual: R$ 615 milhões para este ano em comparação com os R$ 140 milhões de 2008, registrando um crescimento de 140%.

Segundo o IBGE, a economia pernambucana cresceu 1,5% de janeiro a maio, enquanto a brasileira sofreu queda de 1,8%. “A economia foi puxada pela construção civil, que foi o setor com maior crescimento local, chegando a 20,41%. Contratamos mais do que o número de pessoas demitidas. O governo tem apostado em obras de grande porte, a exemplo de Pirapama, Suape, das escolas técnicas e da recuperação e construção de estradas”, enfatizou o auxiliar.

Fonte: Folha de Pernambuco

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