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Eduardo aperta equipe para alcançar metas
7 de julho de 2009
Cecília Ramos
cecilia.ramos@jc.com.br
Apesar do discurso impávido, confiante de que está tudo sob controle, o governador Eduardo Campos (PSB) tem muitos “gargalos”, numa palavra bem palaciana, a resolver. O ritmo das obras não está tão célere como ele gostaria, a atuação de alguns secretários não está a contento, a crise econômica mundial não é ficção e a expectativa de queda de arrecadação para este ano é de R$ 600 milhões. Resultado: ele vai apertar o cerco à equipe, hoje, numa reunião com todo o secretariado, cobrando o ajuste da relação orçamento-metas, prioridade para obras e reforçando que disso tudo depende sua reeleição em
A explanação do retrato atual da gestão e do cenário que se avizinha será feita pelo secretário de Planejamento, Geraldo Júlio, a quem cabe organizar a reunião. O único momento a que a imprensa terá acesso é uma entrevista coletiva que será concedida por Geraldo. Embora seja uma reunião de praxe, este é um ano pré-eleitoral. O tempo é curto e o limite de comprometimento fiscal chegou ao teto. O que o secretariado terá que equacionar é como o governo Eduardo poderá tocar as obras para cumprir as promessas de campanha, sem comprometer os cofres. Essa equação é alvo de monitoramento semanal do próprio governador e do seu núcleo gestor, formado pelos secretários Ricardo Leitão (Casa Civil), Djalmo Leão (Fazenda), Tadeu Alencar (Procuradoria Geral), Ricardo Dantas (Controladoria Geral) e Paulo Câmara (Administração), além de Geraldo Júlio.
Nos bastidores, Eduardo já teria avisado ao primeiro escalão que priorizará obras. Ou seja, projetos que estiverem mais adiantados serão impulsionados. Isso poderá afetar secretários cujo desempenho são questionados veladamente, como o do secretário da Saúde, o vice-governador João Lyra (PDT), o da Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Aristides Monteiro, e o de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Roldão Joaquim. Apesar das especulações, Eduardo promete segurar os titulares das 27 pastas, pelo menos até abril, quando os candidatos terão que se desincompatibilizar. Inclusive o balanço de hoje é preparatório para o grupo que deixará o governo daqui a oito meses.
Estão a salvo da rearrumação, segundo um palaciano, obras de maior impacto social, sobretudo nas áreas de saneamento e abastecimento. Porém, há uma “graduação” a ser seguida. Diante do balanço, o governador decidirá as obras que continuarão sendo executadas, as que diminuirão o ritmo e as que serão paralisadas. “Não vai haver corte linear. As obras têm diferentes níveis na escala de execução (projeto, edital, licitação, etc). Ele vai fazer uma reflexão coletiva com o secretariado e definir o que é estratégico, onde precisa reduzir, realocar”, revelou outra fonte. O balanço de hoje também mostrará o resultado das medidas tributárias tomadas pelo governo no início do ano para evitar o desequilíbrio da receita. Haverá expectativa de recuperação de arrecadação? E a crise? Como manter o projeto do governo? Essas e outras questões esperam soluções.
Fonte: Jornal do Commercio
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