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Nota fiscal é exigida por poucos

4 de maio de 2009

RODRIGO LINS
Especial para a Folha


Menos da metade da população do Recife exige nota fiscal. A pesquisa da GfK mostra que apenas 45% da população recifense está preocupada em pedir a nota. Apesar do número baixo, o Recife está na média nacional, que é de 44%, e bem superior a Salvador, 18% (das capitais nordestinas, apenas Recife e Salvador fizeram parte da pesquisa).

Também foi mostrado que o hábito de pedir a nota está diretamente ligado à renda familiar e à idade do consumidor. Cerca de 58% dos consumidores brasileiros da classe A1 exigem a nota ao finalizar a compra. Na classe D, por falta de instrução, o número cai para 38%. Entre os adolescentes, o percentual também é baixo, apenas 34% das pessoas entre 13 e 19 anos pedem a nota. Já a porcentagem entre as pessoas de 30 e 39 anos e entre 40 e 49 é de 48% e 47%, respectivamente.

O balconista Marcos Fernando, 36, está entre os que fazem questão de ter as notas das compras. “Meus amigos e minha família não costumam pedir a nota, deixam passar. Mas eu sempre pego, independente da mercadoria. Faço questão de exigir minha nota fiscal toda vez”, comenta.

A falta de utilização das notas fiscais preocupa pelo fato de se encaixar no crime de sonegação de imposto, ou seja, cada vez que o consumidor paga por uma mercadoria e não recebe a nota, a empresa ou pessoa que forceneu o produto está deixando de pagar impostos como, por exemplo, o ICMS.

Mas, além de combater a sonegação fiscal, o estudante de odontologia, Josemar Brito, 22, cita outra função da nota. “É importante porque garante a possibilidade de troca do material. Caso eu chegue em casa e veja que não era aquilo que eu queria, não tenho problema em fazer a troca”, lembra.

A bancária Edna Maria, 54, também acha importante pegar a nota, mas ressalta que existe dificuldades. “O meu dia-a-dia é sempre tão corrido, que eu termino deixando pra lá. Além disso, os vendedores parecem que ficam chateados quando nós pedimos a nota, ao invés de nos fornecer prontamente”.

Apesar do número razoável de 44%, a população brasileira fica devendo atrás de cidades como São Paulo (51%), Fortaleza (56%) e Belém (66%). Para o resultado obtido, foram ouvidas 1,5 mil pessoas, maiores de 13 anos, das classes A, B, C e D, em nove capitais brasileiras: Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Fonte: Folha de Pernambuco

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