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Estados também terão pacote de ajuda do governo

18 de abril de 2009


O governador Eduardo Campos (PSB) disse ontem que o governo federal vai lançar um conjunto de medidas para minimizar os efeitos que a crise está trazendo para os Estados. Entre as medidas, será lançado um financiamento de R$ 4 bilhões, que vai disponibilizar recursos para os Estados investirem em obras de infraestrutura “e garantir o nível de investimento”. Os Estados estão vendo as suas receitas diminuírem com a crise devido à redução na arrecadação dos tributos federais, como Imposto sobre o Produto Industrializado (IPI), que abaixou os repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

O detalhamento de como será esse financiamento deve ser definido na próxima semana, segundo o governador. Ele acrescentou que os Estados a serem beneficiados são aqueles que estão obedecendo a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e que também podem aumentar o seu grau de endividamento. “Vamos observar as condições que serão detalhadas pela Fazenda”, respondeu Eduardo Campos, ao ser questionado se Pernambuco vai fazer algum financiamento dentro dessa linha que será lançada pelo governo federal. O conjunto de medidas para beneficiar os Estados foi um dos temas do encontro do governador com o presidente Lula, anteontem, em Brasília.

“Defendemos que deveriam ser acelerados os repasses do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundeb)”, afirmou Eduardo. Pernambuco recebe, por ano, cerca de R$ 350 milhões do Fundeb. Mesmo com a crise e suas consequências, o governador afirmou que a economia de Pernambuco não cresce menos que 3% este ano. A opinião dele foi compartilhada, em parte, com o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, que acredita num crescimento positivo para Pernambuco em 2009.

A crise na economia e as suas consequências para o Estado foram debatidas ontem na reunião do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social de Pernambuco (Cedes), que ocorreu no Recife Palace. Também esteve presente ao evento o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro. Ele afirmou que as medidas para contemplar os Estados serão anunciadas num prazo de 15 dias.

ENERGIA

As árvores que estão sendo arrancadas nos locais onde vão passar os canais da Transposição de Águas do Rio São Francisco servirão, durante dois anos, para gerar energia nos fornos do pólo gesseiro do Araripe. “Quando visitamos as obras da transposição, pensamos o que seria feito com a madeira e sugerimos que poderia ir para o Araripe”, comentou o governador. A transposição vai levar a água do São Francisco para Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.

“A transposição vai gerar um desmatamento numa área de 200 metros de largura por 600 quilômetros de comprimento. Achamos que essa é uma boa oportunidade para o pólo”, argumentou o presidente do Sindicato da Indústria do Gesso do Estado de Pernambuco (Sindusgesso), Josias Inojosa Filho, que também participou da reunião do Cedes.

 

Fonte: Jornal do Commercio

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