Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

Notícias

Governo discute efeitos da crise em Pernambuco

7 de abril de 2009



Os efeitos da crise internacional na economia pernambucana serão debatidos hoje por mais de cem pessoas, entre empresários, lideranças setoriais, economistas, secretários de governo e o governador Eduardo Campos. O evento, do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social de Pernambuco (Cedes), tem com tema O Brasil e a crise: uma agenda para Pernambuco. O seminário será acontece das 15h às 18h30, no Recife Palace Hotel, em Boa Viagem. Uma segunda etapa dos debates iniciados hoje será realizada no próximo dia 17.

Economista e membro do Cedes, Frederico Katz coordena os trabalhos, que terão como debatedores Abraham Sicsú, economista e pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, João Recena, ex-secretário de Planejamento de Pernambuco, e Sílvio Meira, professor do Centro de Informática da UFPE.

Haverá ainda a avaliação de vários cenários que se desdobram a partir do tema principal do seminário, com apresentações dos economistas Luiz Gonzaga Belluzzo, professor do Instituto de Economia da Universidade de Campinas (Unicamp), Ricardo Carneiro, diretor-executivo do Centro de Estudos de Conjuntura Econômica e Política Econômica também do Instituto de Economia da Unicamp, e João Sicsú, diretor do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

“A realização desses debates foi uma proposta que o governador fez na última reunião do Cedes, em dezembro. A partir dos debates de hoje, quando vamos investigar os efeitos da crise de um modo mais geral, no dia 17 a gente vai tratar de questões mais específicas, afunilando os debates ainda mais para Pernambuco”, afirma Katz.

Para tratar os impactos na economia pernambucana com equilíbrio, serão discutidos os setores e locais menos afetados pela crise, como a construção pesada, em Suape, além daqueles que já sofreram fortes impactos, a exemplo da fruticultura no Vale do São Francisco e da metalurgia. “Outra coisa que é preciso ponderar são as medidas macroeconômicas já adotadas pelo governo federal. É uma situação muito complexa, porque se a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) desonera e beneficia o setor automotivo, provoca redução nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM)”, avalia Frederico.

No dia 17, a coordenação será da economista Tânia Bacelar, e os palestrantes, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, o economista e consultor Sérgio Buarque e o secretário de Planejamento, Geraldo Júlio. Marcelino Guedes, presidente da Refinaria Abreu e Lima, e os conselheiros Bruno Ribeiro e Valdeci Monteiro conduzirão os debates. O seminário será encerrado por Eduardo Campos.

Fonte: Jornal do Commercio

Notícias