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O jogo dos 7 erros do Imposto de Renda
30 de janeiro de 2009
O ano novo começou há um mês e trouxe com ele as contas tradicionais desta época. IPTU, IPVA, contribuições sindicais, seguros, além das dívidas do Natal passado. Com todos esses compromissos, uma obrigação acaba sendo esquecida: a declaração do Imposto de Renda. A partir de março ela será cobrada e quem costuma deixar para a última hora, além de se atrapalhar, fica mais suscetível a cometer erros e a cair na malha fina.
Pensando nesta mania do brasileiro e nos deslizes mais cometidos pelos clientes, a contadora Dora Ramos criou uma lista com os sete erros que mais prejudicam a declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A intenção é alertar e evitar que as pessoas tenham pendências e paguem multa, muitas vezes por distração.
“O ideal é fazer com antecedência.O prejuízo é só do contribuinte“
Dora Ramos – Contadora
Para a contadora, o principal erro é não guardar os comprovantes de movimentação financeira, nem recolher os recibos de pagamento feitos durante o ano. Apenas com esses documentos é possível fazer a declaração com segurança. “As pessoas deveriam planejar durante todo o ano. Ao contrário do que muita gente pensa, a declaração não é apenas digitar dados”, alerta.
Dora conta que um erro comum é colocar dados errados, que depois serão cobrados pela Receita. “Tem gente que pega o boleto do plano de saúde e coloca o valor total gasto para abater. Mas esquece que ali estão as cobranças do marido, ou de uma sobrinha, que muitas vezes não são dependentes e por isso não são aceitos”, conta.
Outro deslize comum é emprestar a conta para um parente ou amigo receber dinheiro. “Dependendo da quantia, a Receita vai ficar alerta para a movimentação. Muitas vezes, os cálculos não batem”, continua a especialista, alertando para a obrigação que os bancos têm de informar à Receita Federal, a cada seis meses, as movimentações acima de R$ 5 mil de pessoas físicas, e de R$ 10 mil, das pessoas jurídicas.
CPMF – Neste ponto, entram o terceiro, o quarto e o quinto erros: a extinção da CPMF não fez o governo diminuir o controle sobre as transações financeiras. Muito pelo contrário, os sistemas estão cada vez mais precisos e o cruzamento de dados mais eficiente. Então, você pode até achar que está omitindo apenas um detalhe, mas ele pode virar uma dor de cabeça no futuro.
“Principalmente os profissionais liberais, como advogados e dentistas, devem ficar atentos. O que alguém declarar que foi pago e não estiver na declaração do profissional, será checado e cobrado depois”, diz Dora, lembrando que quem fica na malha fina e tem imposto a pagar, é multado em 20% sobre o valor total, corrigido pela Selic.
O sexto erro na verdade é um alerta da contadora. A partir de 2009, começaram a valer as novas alíquotas de tributação. Agora elas são quatro (7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%) e podem ajudar principalmente a classe média a economizar. O último erro é deixar para última hora e fazer sem atenção. “O ideal é fazer com antecedência e se planejar, porque o prejuízo é só do contribuinte”, finaliza.
Saiba mais
Os sete erros mais comuns nas declarações de Imposto de Renda:
1) Não recolher informações sobre a movimentação financeira. Comprovantes de compras e recebimentos devem ser guardados durante todo o ano
2) Desconsiderar a Declaração sobre Movimentação Financeira (Dimof). Os bancos são obrigados a informar à Receita, a cada seis meses, informações sobre Pessoas Físicas com movimentação acima de R$ 5 mil, e jurídicas, acima de R$ 10 mil
3) Aproveitar o fim da CPMF para não declarar algumas transações. O governo tem como acompanhar todas as transações, mesmo com o fim do imposto. Não se iluda
4) Omitir transações. Especialmente os profissionais liberais devem ficar atentos para informar qualquer valor pago ou recebido e guardar os comprovantes
5) Duvidar da precisão tecnológica da Receita Federal. A cada ano o sistema da Receita torna-se mais eficiente, com o cruzamento dos dados. Desconsiderar isso é enganar a si mesmo
6) Esquecer da nova alíquota de tributação. Esse tópico é um alerta para as declarações do ano que vem, pois em 2009 já estão sendo aplicadas as novas alíquotas de 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%
7) Deixar para a última hora. É erro mais grave. O ideal é guardar os documentos durante todo o ano e fazer a declaração com antecedência e calma, para evitar enganos e não cair na malha fina
Fonte: Diário de Pernambuco
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