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Homologada a correção de 4,5%

21 de dezembro de 2008



Além das mudanças na tabela do Imposto de Renda, o governo federal homologou na última terça-feira o reajuste de 4,5% nos valores de isenção que serão aplicados em 2010. A alteração já estava prevista antes do pacote de bondades, porém, decepcionou especialistas, principalmente porque o percentual ficou menor do que a expectativa de inflação para 2009, que gira em torno de 6%. Os mesmos 4,5% foram aplicados nas deduções previstas para os gastos com instrução, saúde e dependentes.

Na prática, o que acontece é que mesmo com o custo de vida do brasileiro aumentando, o Fisco insiste em manter uma parcela significativa da classe média na mira do leão. O raciocínio dos especialistas é que o contribuinte médio deveria pagar menos imposto, pois já tem que arcar com encargos e tributos elevados na maioria dos bens que consome.

A partir de janeiro de 2010, quem recebe até R$ 1.499 estará isento da retenção mensal. Na faixa de 7,5%, ficarão enquadrados aqueles que recebem de acima de R$ 1.499 e menos de R$ 2.246,75. Entre esse último valor e R$ 2.995,70, a faixa de tributação será a de 15%. Já contribuintes com renda de R$ 2.995,71 até R$ 3.743,19 ficam na alíquota de 22,5%. E, por fim, quem recebe mais de 3.743,19, fica enquadrado em 27,5%.

“Apesar de todas as medidas, a tabela está defasada em relação ao ganho de renda do brasileiro. O piso de R$ 1.499 acaba incluindo pessoas que estão com seus orçamentos bastante comprometidos”, resume o diretor de impostos da Anefac, Antônio Vicente da Graça.

“O contribuinte sempre espera mais. O problema para que o governo tome medidas mais ousadas é a preocupação em cobrir os gastos públicos. Fica difícil abrir mão de dinheiro em caixa nessa situação. Logo a carga tributária continua alta para a maioria dos brasileiros”, acrescenta o consultor da Fiscosoft, Fábio Rodrigues.

Só a criação das duas novas faixas na tabela significará uma renúncia de R$ 4,9 bilhões em impostos no próximo ano. Em compensação, os cortes nos tributos – computando também as desonerações no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis novos e no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) – devem injetar R$ 8,4 bilhões na economia do País.

 

Fonte: Jornal do Commercio

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