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Estado vai construir centro de capacitação
26 de outubro de 2008Um dos entraves para melhorar o rendimento do funcionalismo público está no espaço físico para efetuar os treinamentos. Mas, para
Outro local usado para capacitar são duas salas na sede do Instituto de Recursos Humanos (IRH). E, por melhor que seja a intenção, percebe-se, na prática, que o alcance atual de tais iniciativas ainda é pequeno. De acordo com o IRH, em 2007, mil servidores passaram por algum tipo de treinamento ofertado pelo governo, com aulas realizadas na própria sede do órgão. Este ano, outros mil devem passar pelas salas de aula.
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindiserpe), Renilson Oliveira, reforça a necessidade de levar o treinamento para o interior do Estado. “Ainda é muito pouco. Estimamos que ainda existam servidores até analfabetos”, diz ele. Outro fato é a ausência de concursos para as chamadas áreas meios – o último foi em 1990 –, impedindo a natural oxigenação do sistema público, algo que vem ocorrendo no governo federal, diante das vagas que se abriram nos últimos anos. A presidente do IRH, Ana Cavalcanti, rebate e diz que já levou para alguns municípios do interior o treinamento. “Lembro de um caso em Limoeiro de um servidor que nunca, em mais de 20 anos de serviço público,tinha recebido treinamento e estava agora na sala de aula”.
Os servidores da Secretaria da Fazenda também já conseguiram se inserir nas áreas preocupadas com a qualificação do servidor. Segundo a diretora da Escola Fazendária (Esafaz), Marília Moura, em 2007 foram 150 eventos visando melhorar o entendimento entre o servidor e a função que ele exerce. “Em 2004 foi implantado o curso de promoção, nele o fazendário passa por um treinamento, faz uma prova e os dados do resultado obtido seguem para o departamento pessoal para ser utilizado para promoções”, explica Marília Moura. Ela ressalta que aulas à distância também estão sendo usadas para a melhoria do quadro.
ESTATÍSTICA
O mais recente censo dos servidores do Estado, realizado entre abril e agosto deste ano, dá um pouco o sintoma do quadro atual. De acordo com as informações prestadas pelos funcionários, o cenários é o seguinte: 294 apresentaram-se sem instrução, 5.745 com ensino fundamental incompleto, 4.417 possuem fundamental completo, 4.347 têm ensino médio incompleto, 28.408 com médio completo, 2.802 com nível técnico incompleto. Outros 8.573 possuem o nível superior incompleto, contra 41.687 com superior completo. 23.664 já fizeram especialização e outros 2.982 com mestrado.
Fonte: Jornal do Commercio
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