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Dólar eleva dívida do Estado

23 de outubro de 2008


O primeiro impacto oficial da crise no caixa do governo de Pernambuco é o acréscimo estimado em R$ 5 milhões sobre a dívida atrelada ao dólar. O valor corresponde ao que o Estado vai precisar desembolsar até dezembro para honrar as dívidas com organismos internacionais. Hoje, do total de R$ 4,77 bilhões, o governo do Estado soma 15% em débitos atrelados à moeda americana. A projeção de gasto a mais está baseada em uma expectativa de dólar cotado a R$ 2,20 – que, em alguns momentos, pode não corresponder, como ontem quando a moeda chegou a ser comercializada a R$ 2,38.

Na próxima segunda-feira, durante a reunião entre os secretários e o governador Eduardo Campos, o tema crise financeira deve entrar na pauta. Por ora, oficialmente, ainda não se anunciou corte de gastos por conta do cenário. Ontem, o secretário da Fazenda, Djalmo Leão, esteve na Assembléia Legislativa para apresentar o resultado das contas no segundo quadrimestre deste ano. Segundo os dados oficiais, de janeiro a agosto, a receita de Pernambuco teve um crescimento de 19,6%, contra uma elevação de despesa de 19,4%. Entre as fontes, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) foi responsável por uma elevação de 13% de um ano para o outro. O Fundo de Participação dos Estados (FPE) – formado por Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) – cresceu 25,4%, saindo de R$ 1.716.380 bilhão para R$ 2.152.029 bilhões. Com relação ao impacto da crise nos números da arrecadação de ICMS, o secretário não soube projetar reduções. “O de veículos ainda não apresentou queda, mas os dados apresentados vão só até agosto. A gente ainda não sabe como vai impactar depois desse período”, disse. Até o segundo quadrimestre deste ano (janeiro–agosto), o segmento apresentou crescimento de 30,2%.

 

Fonte: Jornal do Commercio

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