Notícias
Adeus ao crédito farto e fácil
8 de outubro de 2008
Rosa Falcão // Diario
A crise financeira sai do mundo dos investidores da bolsa e bate no bolso do cidadão comum. Quem planeja contratar um empréstimo para fazer a reforma da casa ou comprar um bem durável no crediário pode puxar o freio de mão. O crédito já está mais raro e mais caro. Os bancos pequenos e médios aumentaram as taxas de juros e encurtaram os prazos de pagamento. As parcelas que chegavam até 90 meses caíram para 60 meses. A taxa média de juros mensal do empréstimo pessoal passou de 5,69% para 5,76% e o cheque especial pulou de 8,97% para 9,02%
O movimento dos bancos é sutil, mas eficaz. Para evitar o pânico, as instituições financeiras evitam comentar as medidas adotadas para enfrentar a falta de dinheiro no mercado. As assessorias se apressam em desmentir que as operações de crédito ao consumidor final estão suspensas. Como fizeram o Bradesco, Itaú, Santander e Unibanco. Só que as exigências para obter um financiamento são maiores. Alguns bancos já adotam restrições na liberação dos empréstimos aos correntistas com o nome sujo mais de uma vez nos cadastros negativos de proteção ao crédito (Serasa e SPC).
A crise financeira avança e a perplexidade toma conta dos analistas de risco de crédito e dos economistas. Carlos Henrique de Almeida, assessor econômico da Serasa, confirma que a tendência é o crédito ficar mais seletivo e caro nos próximos meses. “A oferta de crédito está bem controlada pelos bancos. Hoje, para conceder empréstimo, as instituições financeiras estão mais criteriosas”, comenta.
Para o economista, o desdobramento da crise será sentido nas duas grandes datas para o comércio: Dia da Criança e o Natal. “Vamos observar como o comércio vai se virar para manter a oferta de crédito fácil com prazos mais longos e o comportamento do consumidor que já está endividado”, diz. Hoje no Brasilo crédito equivale a 38% do Produto Interno Bruto, enquanto nos países desenvolvidos alcança 180% do PIB.
Fernando Mansio, sócio-diretor da Witrisk e analista de risco da área de gestão de crédito, ressalta que a cada dia a crise mundial surpreende. “Há vinte dias se dizia que a crise não chegaria no Brasil. Agora chegou e com um alerta: a inadimplência é alta no crédito pessoal e no cartão”, avisa. Segundo ele, os setores mais atingidos com a inadimplência são o varejo de eletrodomésticos e de confecções. “Se esperava uma redução no ritmo de crescimento do crédito no segundo semestre, mas com a crise esse movimento deve se intensificar”, avalia.
Por enquanto, os aposentados e pensionistas estão blindados porque a taxa de juros dos empréstimos consignados para esse segmento tem um teto de 2,5% limitado pelo Ministério da Previdência Social. Em Pernambuco foi criado um mecanismo para reduzir o juro através de um ranking dos bancos com as menores taxas. Pode segurar o custo do dinheiro, mas ninguém garante quea oferta de crédito será a mesma nos próximos dias. Para os demais servidores públicos e trabalhadores que recorrem ao consignado as taxas cobradas oscilam com o mercado. Fiquem de olho.
Fonte: Diário de Pernambuco
Notícias
Após decisão do STF, TJPR amplia e paga penduricalho a 91% dos magistrados
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou a concessão de penduricalhos a magistrados, a folha de pagamento do Tribunal de […]
Meta lança novo modelo de IA que permite a usuário baixar e personalizar a ferramenta
A Meta apresentou um novo modelo de inteligência artificial de código aberto, leve o suficiente para rodar em um único […]
Ministros do STF vetam revisão de cargos em novo cerco a penduricalhos
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), publicaram mais uma […]
MG: Justiça barra greve de auditores fiscais e fixa multa de R$ 50 mil
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu o início da greve dos auditores fiscais da Receita Estadual prevista […]