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Veja se não é hora de mudar de previdência

7 de outubro de 2008

Rosa Falcão // Diario
Os investidores em planos de previdência privada começam a ficar inquietos com as turbulências do mercado financeiro. Em especial aqueles que investem em fundos de renda variável, aplicações consideradas mais vulneráveis ao sobe e desce das bolsas de valores. Muita calma neste momento. Especialistas do mercado financeiro recomendam cautela e paciência. Não custa nada voltar no tempo de criança e brincar de “estátua”. A ordem é ficar parado onde está porque qualquer movimento brusco vai trazer prejuízos para o bolso. Lembre-se que a previdência complementar é um investimento de médio e longo prazo para usufruir no futuro.

As aplicações da previdência privada são feitas em três tipos de fundos: conservador, moderado e agressivo (ver quadro). Dependendo do perfil do investidor o risco é considerado maior ou menor. O professor de mercado financeiro Alcides Leite, da Trevisan Escola de Negócios, diz que a carteira de aplicações dos planos de previdência no Brasil é majoritariamente em títulos de renda fixa, com pouca exposição nas bolsas. Para esses a desvalorização do preço das ações têm pouca repercussão.

A outra parte dos investidores que aplicam em fundos mais agressivos com até 25% ligada à rentabilidade da renda variável devem ficar com a orelha em pé. Leite recomenda que esses investidores esperem a recuperação das bolsas. Nada de se apressar e resgatar o dinheiro porque vai ter que pagar taxas de resgate e Imposto de Renda (IR). Até mesmo a migração para planos moderados ligados à rentabilidade de renda fixa devem ser evitados. “O momento é de deixar como está. Mexer agora é ter prejuízo”, avisa Leite.

Para o diretor da Finacap, consultoria financeira em mercados de capitais, Aristides Cavalcanti, os investidores nos planos de previdência privada devem observar o perfil da carteira de investimentos para avaliar se é recomendável mudar o tipo de aplicação. Ele lembra que em geral entre 70% e 80% das aplicações são feitas em títulos públicos com garantias do tesouro nacional. “As pessoas devem avaliar as taxas de ingresso, administração e de performance antes de decidir mudar de investimento”, avisa.

Roberto Lacerda investe em previdência complementar para ter uma renda extra na aposentadoria. A sua meta é uma retirada mensal de R$ 3mil/mês. “Optei pelos fundos de renda fixa porque não quero ter riscos, mas vou agendar com o gerente do meu banco para saber os efeitos da crise”, salienta. Bruna Rodovalho, 26 anos, entrou num plano de previdência há três meses. Ela contribui com R$ 100 por mês e escolheu uma carteira mais conservadora. “Acho que a crise está afetando as pessoas com aplicações mais altas, mas vou procurar me informar sobre as aplicações”, conta.

A Caixa Vida e Previdência tranqüiliza os seus 600 mil clientes. A assessoria de comunicação do banco informa que a crise norte-americana não afetou a carteira de negócios, cujo crescimento de janeiro a julho deste ano foi de 51%, sem registro de fuga de investidores ou movimento brusco de resgate.Em todo o país 7,6 milhões de brasileiros investem hoje em previdência complementar.

Fonte: Diário de Pernambuco

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