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Brasileiro mais consciente do custo do imposto pago
3 de outubro de 2008Os olhos podem até não ver, mas o bolso sente. E muito. Uma pesquisa divulgada pela Fecomércio-RJ mostra que os brasileiros estão mais conscientes da incidência dos impostos no dia-a-dia. Quase 70% dos entrevistados afirmaram que sabem que os preços que pagam por produtos e serviços embutem um ou mais impostos, assim como também pagam tributos para o governo federal, estados e municípios. Ano passado, no mesmo levantamento, apenas 45% responderam “sim”. O levantamento da Fecomércio-RJ foi realizado em mil domicílios de 70 cidades e nove regiões metropolitanas do país.
A pesquisa também aponta que, se a carga tributária fosse menor, o brasileiro sairia correndo para o supermercado mais próximo para comprar mais comida e para lojas de vestuário incrementar o guarda-roupa. Itens de higiene também entrariam mais no carrinho. Para o presidente da Fecomércio-RJ, Orlando Diniz, o resultado do levantamento mostra que a população está mais atenta às discussões tributárias. A novela da CPMF é apontada por ele como um dos exemplos que ajudaram a despertar a consciência dos brasileiros para o pagamento dos impostos.
“O brasileiro ficou mais sensível aos impostos sobre produtos e serviços que paga por conta da discussão em torno da reforma tributária, da unificação de impostos indiretos e da polêmica sobre a renovação ou extinção da CPMF”, destaca o presidente da Fecomércio-RJ. Questões regionais – como o pagamento do IPTU e a taxa tapa buraco – também aproximam o assunto dos contribuintes. Na hora de identificar para onde estão indo os impostos, os entrevistados destacaram em primeiro lugar os municípios (65%), que recebem o IPTU e a taxa de iluminação pública.
Logo em seguida ficaram os indiretos (61%), sobre os produtos e serviços. Vale destacar que, na pesquisa anterior, apenas 28% dos entrevistados lembraram desses impostos. Quando questionados sobre o que fariam se tivessem menos impostos para pagar e mais dinheiro sobrando no bolso, 82% responderam que comprariam mais alimentos. Já 72% também citaram os itens de vestuário. Os produtos de higiene foram apontados por 65% das pessoas, seguidos pelos produtos de saúde (59%). Os gastos com telefonia (54%) e energia (51%) também aumentariam.
A ampla maioria dos entrevistados afirmou que a carga tributária excessiva prejudica o desenvolvimento do país e disse que gostaria que existisse mais transparência com o custo dos impostos. Para 92%, a nota fiscal deveria mostrar o valor dos impostos incidentes em cada produto. E 89% afirmaram que a alta carga tributária tem relação direta com a má administração do dinheiro público. Já 73% acreditam que a redução da carga tributária reduzirá o preço final dos produtos. Agora é esperar que a reforma seja votada no Congresso.
Fonte: Diário de Pernambuco
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