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Aumento // Consumidor já paga 7,31% mais por água

30 de setembro de 2008


Thatiana Pimentel // Especial para o Diario

Mais de 1,4 milhão de pernambucanos estão pagando mais caro pela água. Ontem, o reajuste de 7,31% em cima dos preços praticados pela Compesa, que foi aprovado pela Agência Reguladora de Pernambuco (Arpe) no mês passado, passou a valer em todo o estado. E o aumento será válido também para os 265 mil consumidores enquadrados no perfil de tarifa social, que ficaram isentos do reajuste em 2007. Estes clientes correspondem a 18,4% da carteira de ligações residenciais da companhia e foram incluídos na cobrança por determinação da Arpe. “Entendemos que continuar mantendo estes consumidores fora do reajuste ia causar desequilíbrio nos cofres da empresa”, afirmou o diretor de regulação financeira da agência, Fred Maranhão.

A cobrança para a tarifa mínima do perfil social passará agora de R$ 7,98 para R$ 8,56. Já os clientes da tarifa normal – que atualmente pagam R$ 20,04 para o consumo de até 10 mil litros de água por mês – pagarão R$ 21,50. Ea tarifa mínima estabelecida para o comércio, indústrias e órgãos públicos subiu de R$ 28,48, R$ 36,94 e 28,49 para R$ 31,63, R$ 39,64 e R$ 30,57, respectivamente. “Este reajuste será pró-rata, ou seja, só valerá a partir de 29 deste mês”, esclareceu Maranhão.

Quem está preocupado com o impacto do aumento nas contas mensais pode aproveitar o momento para aderir ao chamado consumo racional. De acordo com o coordenador comercial da Compesa, Jorge Figueiredo, os pernambucanos estão gastando até cinco vezes mais água do que o indicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Figueiredo chegou a esta conclusão depois de comparar o índice indicado pela OMS, que é de no máximo 12 mil litros mensais em uma unidade familiar de quatro pessoas e o gasto normal de uma família pernambucana, que chega até 60 mil litros mensais.

“As pessoas não entendem que o consumo racional é mais do que preservar o meio ambiente. Ele representa, em muitos casos, uma economia de até 80% no valor das contas”, explicou Figueiredo.

 

Fonte: Diário de Pernambuco

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