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Desemprego cai no Recife, segundo IBGE

26 de setembro de 2008

A taxa de desocupados na Região Metropolitana do Recife (RMR) caiu, em agosto, ao nível mais baixo desde 2004: 8,3% da população economicamente ativa (PEA). No entanto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por incrível que pareça o índice não traz exatamente uma notícia boa. Pelos cálculos do IBGE, o que houve no Recife não foi uma maior oferta de emprego e sim uma quantidade menor de pessoas à procura de uma vaga.

“Quando dizemos desocupados, queremos dizer pessoas que procuraram emprego ou trabalharam ao menos uma hora nos últimos 30 dias. O que pode estar causando isso é relativo. Economicamente, se o rendimento oferecido está menor, é uma coisa que pode estar desestimulando a busca por empregos”, explica o economista do IBGE William Klatochwill.

O rendimento médio domiciliar, em agosto, embora tenha subido 2,7% em comparação com o mês anterior, caiu 4,8% frente a igual período de 2007. Em agosto do ano passado esse rendimento era de R$ 481,9, mas no último mês foi de R$ 458,59.

Segundo o economista do IBGE, apesar de o número de desocupados ser de 75 mil pessoas a menos do que em agosto do ano passado, a população ocupada aumentou apenas 1,5%. E até a população economicamente ativa (soma de ocupados e desocupados) caiu em 119 mil pessoas, de 1,525 milhão em agosto do ano passado, para 1,470 milhão no último mês.

“É importante frisar que, na RMR, o número total de empregadores recuou 9,3% contra o mês passado, mas 27,2% frente a agosto de 2007. Ou seja, na comparação com o ano passado, foram 16 mil empregadores a menos”, continua Klatochwill.

Com toda essa movimentação, os empregados com carteira de assinada praticamente não alteraram sua participação no total da população economicamente ativa, passando de 41,1% dos ocupados para 41,4%. Já os trabalhadores sem carteira assinada, que eram segundo lugar em importância para os índices pernambucanos, com peso de 22,5%, teve o percentual reduzido para 20,8%, perdendo espaço para os trabalhadores por conta própria, que subiram em participação de 20,7% para 22,6% da população economicamente ativa.

“Trabalhadores por conta própria são aqueles que trabalham sozinhos e não têm empregados. Pode ser um camelô, um dentista ou um taxista”, destaca William.

Quando se observa o rendimento médio por trabalhador, a queda foi de R$ 905,38, em agosto de 2007, para R$ 846,50 no mês passado.

Enquanto o rendimento médio dos empregados no setor público caiu, no período, de R$ 1.586,83 para R$ 1.540,30, o daqueles no setor privado subiu de R$ 708,48 R$ 718,00.

Fonte: Jornal do Commercio

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