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Governo fará auditoria na folha

17 de setembro de 2008


Giovanni Sandes

Depois de promover o recadastramento de seus servidores, o governo do Estado agora vai passar um pente-fino na folha de pagamentos. A idéia é olhar detalhadamente todos os salários, benefícios e gratificações pagos aos funcionários públicos, a fim de evitar “inconsistências” – que pode ser uma remuneração indevida ou, em último caso, até fraude. Trata-se de uma grande auditoria.

Até o dia 12 de julho passado, o Estado promoveu o recadastramento (checagem e atualização do cadastro) dos 131 mil servidores da ativa e, até o último dia 30, dos 78.200 aposentados e pensionistas. Agora, a Secretaria de Administração (SAD) escolheu a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para, a um custo de R$ 3,78 milhões, auditar a folha. O trabalho também prevê a capacitação de servidores estaduais para, após o término da atuação da FGV, o próprio governo pernambucano execute a tarefa de forma periódica.

O contrato com a Fundação Getúlio Vargas deve ser assinado até o final do mês. A partir daí começa a correr o prazo máximo de 12 meses para a conclusão dos trabalhos. “A folha é a maior despesa fixa que o governo estadual tem. Pelo próprio volume de recursos, queremos ter a maior segurança quanto aos dados e valores pagos. Temos em torno de 200 mil vínculos”, ressalta o secretário-executivo de Administração, José Francisco Cavalcanti Neto.

Só para ilustrar o volume de recursos que precisarão ser auditados, em junho passado, época junina, a folha fechou em R$ 347 milhões. “A FGV vai fazer uma análise bastante profunda, verificar se todos os procedimentos (para elaboração da listagem de pagamentos) estão corretos, assim como os dados cadastrais. E não só analisar. Vão também propor soluções, caso necessário, no caso de falhas, ilegalidade ou erros de contabilidade”, continua José Francisco.

Ao final da auditoria, a Fundação Getúlio Vargas vai normatizar o trabalho e elaborar um manual que será repassado à SAD.

A primeira fase do serviço será o diagnóstico da elaboração da folha: desde os procedimentos adotados até a parte de informática. Posteriormente, a FGV iniciará a fase de testes e análises de conformidade. “Vão criar uma metodologia e fornecer para o Estado os conhecimentos para que haja um acompanhamento permanente”, explica.

Fonte: Jornal do Commercio

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