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Servidor público recupera renda
4 de setembro de 2008Thatiana Pimentel // Especial para o Diario
thatiana.pimentel@gmail.com
Com o encerramento da maior rodada de reajustes salariais já concedida ao funcionalismo público, o abismo entre os rendimentos do setor e dos trabalhadores das empresas privadas ficou ainda mais evidente, principalmente
A análise leva em conta os rendimentos de servidores do funcionalismo federal, estadual e municipal, mas não diferencia os salários dos servidores do poder Executivo, Legislativo e Judiciário. O que é considerado um erro para Paulo Rocha, secretário-geral da Central Única de Trabalhadores de Pernambuco (CUT – PE). “Os salários altos são restritos ao poder Judiciário e Legislativo. No Executivo o que encontramos são médicos trabalhando com péssimas condições e realizando jornadas triplas para conseguir uma remuneração digna. E o mesmo acontece com os professores e com quase todos os cargos que têm relação direta com a sociedade”, afirmou. Para ele, os anos em que o salário do funcionalismo público esteve congelado, mais evidente nos cargos de nível federal que passaram os oito anos da gestão de Fernando Henrique Cardoso sem reajuste, também influenciaram a postura do atual governo.
Segundo os dados do Dieese, os ganhos reais nos salários do setor público ficaram maiores a partir de 2005, impulsionados pelos crescimento econômico. O maior aumento real foi de 12,2%, em outubro de 2006, comparando com o mesmo período de 2005. Os rendimentos só pararam de crescer em maio deste ano, quando a remuneração média real do setor caiu 0,1% em relação ao mesmo período de 2007. Já no setor privado a recuperação dos salários foi mais expressiva a partir de 2006. Em abril, o aumento real dos rendimentos do emprego privado foi de 6,9% em comparação ao mesmo mês em 2005. Em maio deste ano, a queda foi de 0,9%, em relação ao mesmo mês de 2007. Em Pernambuco, os reajustes são percebidos após 2004, quando a trajetória de queda do rendimento do setor público é revertida.
“Os fatores para a diferença entre os salários são variados. O aumento de arrecadação fiscal influencia, mas o setor público é inegavelmente mais organizado que o privado e pressiona mais os “chefes”, em busca de aumentos”, afirmou o coordenador da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) do Dieese de Pernambuco, Jairo Santiago. Ele acredita que as mobilizações e greves contam mais que o aquecimento da economia. “Se o funcionário não pressionasse, não estaríamos vendo esses reajustes”, ressaltou. Outro ponto que ele considera fundamental é a rotatividade do setor privado.
Fonte: Diário de Pernambuco
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