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Censo identifica a primeira fraude
13 de agosto de 2008O recadastramento dos aposentados e pensionistas teve ontem o primeiro resultado prático no quesito redução de fraude. Ontem, a Delegacia de Crimes Contra Administração Pública instaurou um inquérito para apurar o desvio de recursos do Estado no pagamento de pensão de uma pessoa falecida desde março de 2003. Ao tentar fazer o recadastramento, um homem chamado Bernardino Bastos Ribeiro Júnior que se apresentou como sobrinho da pensionista Maria do Carmo Ribeiro Bastos tentou retirar a carteira de procurador na sede da Funape para efetuar o recadastramento. Ao se apresentar com uma procuração antiga, o corpo técnico do órgão desconfiou e resolveu pesquisar no sistema de óbito disponível na Previdência e constatou o falecimento da pensionista há três anos.
“Não conseguimos registrar o flagrante de falsificação de documento porque a procuração, embora antiga, era verdadeira e ele foi liberado. Mas será feita a apuração dos valores pagos ao longo dos anos. Ele apontou pessoas do Rio de Janeiro como sendo responsáveis pelo caso e elas serão chamadas para depor por meio de carta precatória”, explica a delegada responsável, Cláudia Freitas.
Na defesa, Bernardino Ribeiro alega que não tinha conhecimento da morte da tia e que recebia orientação de uma outra tia, moradora do Rio de Janeiro. Segundo a delegada, o suspeito diz que apenas recebia orientação para retirar os recursos e, no caso do recadastramento, realizar a suposta atualização dos dados. Com o processo instaurado, todos os supostos envolvidos serão investigados. A Funape está fazendo o levamento para chegar ao valor total perdido com o pagamento indevido do benefício ao longo dos anos. Segundo a delegada, a informação que circulou é que o último saque teria sido em torno de R$ 10 mil.
Um das funções do recadastramento é justamente detectar possíveis aposentadorias e pensões que estariam sendo pagas indevidamente. A Secretaria de Administração e a Funape não revelam a projeção, mas garantem que alguns benefícios poderão ser cortados por conta de pagamentos irregulares. O último censo foi feito em 2000.
Fonte: Jornal do Commercio
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