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Decisão vale R$ 76 bi para os cofres federais
25 de maio de 2008O governo está às voltas com o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) do processo que pode gerar o maior prejuízo para as contas públicas na história da Justiça brasileira. Depois de nove anos de protelação, os ministros do STF devem decidir em um mês se é inconstitucional a inclusão do valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na base de cálculo da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Se a prática for condenada, a União pode ser obrigada a devolver cerca de R$ 76 bilhões às empresas e arcar com perdas anuais de até R$ 14 bilhões.
É justamente no tamanho do prejuízo que o governo se apóia para tentar convencer os 11 ministros do STF a ceder aos argumentos da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria- Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Como lembra a advogada tributarista Ana Cláudia Queiroz, do escritório Maluly Jr. Advogados, o rombo anual é superior a todo o orçamento do Bolsa Família, principal programa social do governo, que é de R$ 11,3 bilhões. O julgamento de outras ações já mostrou que, quando as perdas para a administração são muito grandes, o STF costuma ser mais receptivo aos argumentos do governo.
A questão chegou ao Supremo em 1999, quando a empresa Auto Americano Distribuidora de Peças recorreu ao tribunal pedindo a exclusão do valor pago em ICMS da base de cálculo da Cofins. No momento de cobrar a contribuição, que leva em conta o faturamento das empresas, a Receita Federal se baseia no valor total das notas fiscais, sem excluir o montante pago
Se prevalecesse o entendimento de que a cobrança “por dentro” é indevida, todas as empresas contribuintes da Cofins poderiam entrar com processos semelhantes, exigindo a devolução dos recursos pagos a mais sob forma de créditos tributários. Na época no STF, o hoje ministro da Defesa, Nelson Jobim, pediu vistas do processo e se aposentou da Corte, sete anos depois, sem apresentar seu voto. O assunto só voltou à tona em agosto de 2006. O governo estava perdendo por
Fonte: Diário de Pernambuco
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