Marca SINDIFISCO Sindicato do Grupo Ocupacional Administração Tributária do Estado de Pernambuco

Notícias

Governo adia proposta para servidor

10 de maio de 2008

A negociação salarial entre os servidores do Estado e o governo não começou muito animadora. A segunda reunião – a primeira marcou a proposta por parte dos trabalhadores – serviu ontem para a Secretaria de Administração, responsável pela coordenação das negociações, mostrar as contas feitas e estimar em R$ 241 milhões o impacto na folha salarial, caso o pleito sobre os rendimentos fosse atendido, além de outros R$ 18 milhões, com demais benefícios. Pelos moldes atuais, o pleito não será aceito. Uma nova reunião está marcada para o dia 23. Hoje a folha salarial é de R$ 320 milhões.

O aumento médio pleiteado pela categoria é de 9,4%. O grande peso é a adequação de pisos salariais para três níveis de atuação: básico, médio e superior. “O pedido tem um impacto bem pesado. Além disso, há alguns problemas como a reivindicação de redução da contribuição previdenciária. Os servidores pedem para baixar para 10%, ao contrário dos atuais 13,5%, mas a medida é inconstitucional. O mínimo exigido é de 11%”, diz o secretário de Administração, Paulo Câmara. Além desse fator, diminuir a entrada de recursos no fundo previdenciário significa elevar em R$ 5,2 milhões a cada mês o déficit previdenciário – hoje já estimado em R$ 70 milhões.

O aumento de 9,4% é pleiteado pelo Fórum dos Servidores, coordenado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), para os que ganham além de determinadas faixas salariais. É que a CUT separou três grupos para tentar elevar consideravelmente os salários básicos recebidos hoje. A primeira delas passaria de R$ 265 para R$ 518, a segunda, de R$ 344 para R$ 933, e a última delas saindo de R$ 620 para R$ 1.556. Na prática, Pernambuco tem hoje cerca de dez mil profissionais que precisam receber abono salarial para completar o rendimento do mínimo (R$ 415). O pleito da CUT também visa reduzir o desconto do vale-transporte e dobrar o valor do vale-alimentação de R$ 6 para R$ 12.

Fonte: Jornal do Commercio

Notícias