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Pagando o pacto

13 de maio de 2008

Aldo Paes Barreto

 

O brasileiro comum, o cidadão-contribuinte, não costuma fazer as contas do quanto trabalha para cumprir suas obrigações tributárias. Muito menos, quanto paga de impostos diversos – nas esferas federal, estadual e municipal – que incidem sobre praticamente tudo o que consome. Quanto lhe pesam no bolso os gastos públicos com a violência, nem pensar.

Nunca lhe passa pela cabeça que o assalto ao banco, o motoqueiro que é acidentado no cruzamento ou o cidadão que é encontrado por uma bala perdida, sempre terminam consumindo algumas gotas do seu suor. O seguro que alivia o banco ou as onerosas despesas hospitalares, são contas distantes que ele jamais relaciona com os gastos públicos alimentados pela carga tributária que está cansado de carregar.

Violência consome parte do imposto pago pelo cidadão, mas ele não está consciente do furo.

Conscientizado, o cidadão-contribuinte certamente teria mais empenho em integrar um organizado exército de combate à violência, não apenas implorando justiça ou fazendo passeatas pela paz. Mas, exigindo providências dos poderes públicos e valorizando cada voto dado nas eleições. O governo sozinho não vai resolver esse problema. Contudo, não é demais lembrar, e só para citar os exemplos mais conhecidos, que cidades como Nova York e Bogotá começaram a diminuir os índices da violência, elegendo pessoas efetivamente comprometidas com o combate sistemático à criminalidade. Este é um ano eleitoral e já seria tempo de se começar a pensar a respeito.

Fonte: Diário de Pernambuco

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