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A superburocracia

30 de abril de 2008



Aldo Paes Barreto
E-mail: aldo@dpnet.com.br


As diversas propostas e os muitos acenos que o governo federal tem feito para estimular pequenos empresários a deixarem a informalidade não têm tido grandes efeitos. Com razão, o mercado informal treme diante da excessiva burocracia e da exagerada tributação. Mesmo que a informalidade possa, no futuro, representar graves problemas para o seu negócio, sua sucessão ou sua aposentadoria.

Carga tributária e as exigências da burocracia afastam muita gente boa de buscar formalidade.

O Supersimples, que seria a maior contribuição do governo para aliviar a carga dos impostos e diminuir a excessiva burocracia, ainda se arrasta enrolado na excessiva presença do Estado nas três áreas: municipal, estadual e federal. Criada para estimular o pequeno empreendedor e atrair quem vive na fronteira da ilegalidade, a chamada Lei Geral não mostrou ainda a alardeada simplificação e os projetados incentivos.

Inseguro, o pequeno empreendedor se depara com a carga pesada, com armadilhas administrativas e perde o entusiasmo. No Brasil, abrir uma empresa representa dias e dias perdidos em peregrinação através de dezenas de repartições públicas. Sem falar que é necessário uma dose extra de paciência para apresentar, carimbar, reconhecer firmas de quase uma centena de documentos e aguardar três meses para iniciar um negócio.

Quando tudo parece satisfeito, o candidato a empresário vai precisar manter um contador contratado para dar conta das permanentes exigências fiscais. Sem ele, nada feito.

 

Fonte: Diário de Pernambuco

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