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Exportação do Estado sobe 8% e importação, 54%
11 de abril de 2008Déficit da balança pernambucana soma US$
As exportações de Pernambuco cresceram 8,08% no primeiro trimestre deste ano, no comparativo com igual período de 2007. Mesmo com o dólar em queda, o faturamento das vendas externas saltou de US$ 205,3 milhões para US$ 221,9 milhões. Açúcar, borracha, baterias de automóveis e álcool formam os destaques da pauta nos três primeiros meses do ano. Apesar do avanço das vendas lá fora, o crescimento ficou bem aquém das importações, que registraram aumento de 54,18% e contribuíram para um déficit de US$ 320,9 milhões na balança comercial.
O analista de negócios internacionais do Centro Internacional de Negócios (CIN), da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), José Luiz de Lima, diz que houve manutenção dos produtos que lideram a pauta do Estado. O primeiro trimestre responde por parte das vendas externas de açúcar. O produto, que permanece no topo da pauta, responde por cerca de 37% de participação no resultado geral. O período de safra e a janela de exportação faz com que a Usina São José apareça em primeiro lugar na lista das maiores companhias exportadoras, com um faturamento de US$ 20,7 milhões. A Usina Central Olho D”água aparece na terceira colocação (US$ 18,6 milhões).
Entre os produtos que tiveram crescimento exponencial nas exportações, José Luiz destaca os acumuladores elétrico, embarcados para o exterior pela Baterias Moura. “A empresa está diversificando o seu mix de compradores. Antes, o foco da empresa eram os países do Mercosul, especialmente a Argentina, onde já atua há dez anos. Agora está colocando seus produtos em outros mercados, como Peru, Colômbia e México”, destaca. Os embarques da Moura saltaram 98%, passando de uma receita de US$ 6,3 milhões para US$ 12,4 milhões.
IMPORTAÇÕES
No sentido inverso, a fábrica da Mossi & Ghisolfi (M&G) – inaugurada há pouco mais de uma no em Suape – lidera as compras externas do Estado. Grande consumidora de insumos importados, a empresa aparece em primeiro lugar na lista de compradores. Nos três primeiros meses do ano, as compras chegaram a US$ 117 milhões, respondendo por 21,57% da pauta de importação.
Os principais insumos adquiridos pela companhia são o ácido tereftálico purificado (PTA), usado na fabricação de resinas PET, e etilenoclicol. Só as compras de PTA somaram US$ 79 milhões. As importações explicam a presença do México como o segundo maior parceiro do Estado nas importações. Com isenção de tarifa de importação, o país é o principal fornecedor de PTA da M&G.
O México só perde para a Argentina no ranking de importações, porque o país vizinho é o principal fornecedor de trigo do Estado. Os argentinos respondem por 21,92% da pauta importadora, totalizando US$ 118,9 milhões no primeiro trimestre de 2008.
Fonte: Jornal do Commercio
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