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O fumo entrando

18 de março de 2008

Até ontem o cidadão brasileira já havia pago cerca de R$ 210 bilhões em impostos diversos, mostrava o Impostômetro criado pela Associação Comercial de São Paulo para medir e divulgar o pesado fardo que o contribuinte carrega. Como é invisível e aparentemente indolor, ele não tem consciência de que 36% de tudo que produz vão para os gastos do governo. Muito menos que a maior parte dessa dinherama deveria retornar em forma de educação, de saúde, segurança. Mas, não volta.

Os serviços públicos – hospitais, estradas, escolas – são sempre apresentados como benesses, favores dos governantes, intermediações dos políticos. Nada que cheire a obrigação do poder público. Nem, mesmo quando de trata de cuidar da saúde.

Recentemente, a Organização Mundial de Saúde sugeriu que os governos aumentassem os impostos dos cigarros e assemelhados para diminuir os gastos com as internações e os prolongados tratamentos das vítimas do fumo. O Ministério da Saúde aprova a idéia e quer torná-la realidade. Mas, os cobradores de impostossão contra. Apesar de o fumo no Brasil ser um dos mais baratos do mundo e que 200 mil pessoas vão morrer este ano, por problemas derivados do vício depois de penarem pelos hospitais, a Receita Federal não quer abrir mão do fumo. Teme o aumento do cigarro contrabandeado, que não paga impostos. Não quer trocar o certo pelo duvidoso. E mais trabalhoso.

Fonte: Diário de Pernambuco

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