Notícias
Não é mais um jogo de soma zero
9 de março de 2008O assunto é espinhoso, mas é importante. Aliás, ganha ainda mais relevância quando constatamos que o Brasil está diante de uma oportunidade única. Mais uma vez, a reforma tributária volta à ordem do dia. A diferença é que desta vez a conjuntura é altamente positiva para que Executivo e Legislativo finalmente se entendam.
Extraordinariamente eficaz para cobrar e acompanhar os gastos do contribuinte, o sistema fiscal brasileiro é também um dos mais complicados e perversos do mundo. De forma geral, penaliza quem tem menos e favorece os maiores. É também burocrático, difícil de ser compreendido e repleto de legislações diferentes. Assim, atrapalha aqueles que querem empreender. Isso sem falar de seu apetite cada vez mais voraz.
Hoje, a carga tributária brasileira equivale a 38% do PIB, algo só comparável a países desenvolvidos que oferecem a seus cidadãos contrapartidas sociais compatíveis com cada centavo que arrecadam. No Brasil, o contribuinte é obrigado a trabalhar o equivalente a cinco meses apenas para pagar impostos, taxas e contribuições. E, apesar da mordida, ainda arca com plano de saúde privado, previdência privada, educação privada e segurança privada.
A reforma, com suas nomenclaturas técnicas, polêmicas regionais e discussões complexas, tem o objetivo final de simplificar o sistema fiscal do País. Com um modelo tributário mais justo, mais eficiente e mais compreensível, o País terá condições de crescer, gerar emprego e distribuir renda.
Em 1995, com a recém-conquistada estabilidade econômica, o presidente Fernando Henrique Cardoso enviou ao Congresso sua proposta de reforma. O Brasil ainda navegava em incertezas em seus fundamentos econômicos. No contexto internacional, as crises dos mercados também atingiram nossa economia. Era difícil tocar uma reforma nesse contexto. Em 1997, o próprio governo FHC desistiu de aprovar a reforma.
Em 2003, o presidente Lula também enviou uma proposta de reforma. Mas aquele momento foi quase que inteiramente consumido para fortalecer os fundamentos econômicos, diretamente afetados pelo tal risco-Lula (quem não lembra?).
Agora, como diz o professor Marcus André Melo, do programa de doutorado em ciências políticas da UFPE, o céu é de brigadeiro na área macroeconômica. Autor do livro Reformas constitucionais no Brasil, ele lembra que, neste momento, a conjuntura pode ser considerada como win-win, termo inglês que caracteriza uma situação onde todos podem ganhar. “Quem não ganhar com a reforma pode ser compensado. E promessa de compensação, neste momento, é crível”. É uma conjuntura bem diferente das do passado, quando a reforma era classificada de um jogo de soma zero.
Fonte: Jornal do Commercio
Notícias
Após decisão do STF, TJPR amplia e paga penduricalho a 91% dos magistrados
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou a concessão de penduricalhos a magistrados, a folha de pagamento do Tribunal de […]
Meta lança novo modelo de IA que permite a usuário baixar e personalizar a ferramenta
A Meta apresentou um novo modelo de inteligência artificial de código aberto, leve o suficiente para rodar em um único […]
Ministros do STF vetam revisão de cargos em novo cerco a penduricalhos
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), publicaram mais uma […]
MG: Justiça barra greve de auditores fiscais e fixa multa de R$ 50 mil
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu o início da greve dos auditores fiscais da Receita Estadual prevista […]