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Começam campanhas salariais

12 de fevereiro de 2008

Os servidores públicos estaduais, federais e do Recife iniciaram as conversas com o governo para abrir as negociações deste ano. O primeiro encontro da mesa permanente de negociação dos funcionários do Estado aconteceu ontem e novas reuniões estão marcadas para serem realizadas na primeira segunda-feira de cada mês. Hoje, os servidores do Recife também se reunirão com os representantes da Prefeitura e, na quarta, os funcionários federais têm encontro marcado com o governo para tratar do cumprimento de acordos firmados. Ainda esta semana, os federais realizam plenária sobre os encaminhamentos deste ano.

O secretário estadual de Administração, Paulo Câmara, explica que o governo terá de cumprir os limites financeiros estabelecidos no Programa de Ajuste Fiscal (PAF). Limites que estão atrelados à receita do Estado. Mas Câmara acredita que os acordos serão encaminhados mais cedo este ano, pelo menos até a data-base dos servidores, no dia 1º de junho. Diferentemente de 2007, primeiro ano de gestão do atual governo, já existe uma mesa salarial com formato definido em funcionamento. Isso agiliza as discussões. “Vamos trabalhar no sentido de cumprir o prazo”.

Câmara adiantou que o governo dará prioridade a medidas iniciadas no ano passado, como a elaboração dos planos de cargos e salários dos servidores. Atualmente, somente os professores e funcionários da Saúde, UPE e Detran têm os seus planos.

No primeiro dia da mesa, o governo do Estado fez uma apresentação dos acordos firmados no ano passado. Além disso, as partes ficaram de levar para o próximo encontro os avanços que estão sendo tratados nas mesas temáticas de negociação. Uma delas trata da revisão da legislação dos servidores, outra da revisão da legislação previdenciária e outra é a implementação de uma política salarial. Paulo Rocha, representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT), explica que os funcionários questionam a alta alíquota de 13,5% recolhida para o regime próprio de Previdência. A mesa da política salarial, por sua vez, discute uma forma de eliminar as distorções salariais, como o caso de servidores que recebem menos de um salário mínimo ou precisam de um abono para ter o rendimento igual ao mínimo.

Fonte: Jornal do Commercio

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