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Diario Econômico
10 de fevereiro de 2008Quem paga a conta
Numa dessas manhãs ensolarada de verão, Vieira, corretor por profissão, estava de plantão em luxuoso edifício recém construído na orla marítima na esperança de vender pelo menos uma das duas últimas unidades disponíveis. Um apartamento no 2° andar e a cobertura, cujo preço beirava R$ 1 milhão.
Quando surgiu um cidadão, trajando bermuda que já conhecera melhores dias, sandálias de couro e camisa de berrante propaganda, Vieira levantou-se levado pela boa educação, na certeza de que o estranho queria apenas alguma informação.
O visitante estava interessado em comprar “o apartamento”. O 201? Não. O da cobertura, respondeu, querendo saber condições de pagamento. Apesar de bom vendedor, Vieira não sentiu o cheiro de negócio. Mesmo assim, mostrou a cobertura, as delícias do local, a proposta e as condições de venda.
Minoria é quem paga impostos e arca com a carga tributária mais elevada do planeta
Para acelerar o processo, explicou o vendedor, gostaria de ter o número do CPF, identidade, endereço etc. O pretenso comprador, comerciante com várias barracas e “lonas” nas feiras de Caruaru, Campina Grande, Juazeiro – identificou-se – , não tinha CPF. Mas, dia seguinte, a filha viria fechar o negócio e trazer a entrada “em dinheiro”.
E assim foi feito. O comprador é um desses brasileiros, que figura entre a maioria absoluta da população – cerca de 90% – que não paga imposto direto. Por esperteza e não por imprevidência, integra o bando de endinheirados que joga nas costas do cidadão comum, cumpridor dos seus deveres, pagador dos seus impostos, a pesada carga do custo Brasil. Sem um Padre Nosso de penitência.
A receita Segundo a Receita Federal, 87% das pessoas físicas empregadas não pagam Imposto de Renda por falta de renda e cerca de metade da força de trabalho permanece na informalidade e não contribui para a Previdência. Por isso mesmo, o Brasil tem a mais alta carga tributária do planeta e se orgulha de bater recordes de arrecadação.
(In)Correção Em abril de 2004, o presidente Lula falando aos seus antigos companheiros metalúrgicos de São Bernardo disse que a “correção da tabela do Imposto de Pessoa Física é uma inquietude há muito tempo, desde o período em que era sindicalista#”. Se bem que por outros motivos, o presidente continua inquieto e o Leão continua sem correção.
Devassa Já está no Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa da Receita Federal sobre a decisão que determinou que os bancos repassem ao Fisco dados da movimentação bancária dos correntistas, pessoas físicas e jurídicas, medida que faz parte do pacote do governo para compensar a perda da CPMF. A medida foi contestada pela OAB e será julgada pelo STF.
Fonte: Diário de Pernambuco
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