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Bancos vão repassar imposto a consumidores
9 de janeiro de 2008
BRASÍLIA (Folhapress) – Com a decisão do governo de elevar a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para compensar a perda da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), será “inevitável” que consumidores e empresas paguem mais caro pelos financiamentos e empréstimos, segundo avaliação de Fabio Barbosa, presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban).
Isso porque, segundo ele, como o IOF é um imposto que compõe o custo total das operações de empréstimo e de responsabilidade do tomador, o impacto será automático. “Não se trata de nenhum repasse feito pelas instituições financeiras. O IOF é pago por quem pega empréstimo”, disse à reportagem.
Barbosa lamentou o caminho usado pelo governo para recompor a perda de R$ 38 bilhões com o fim da CPMF. Ele avalia, também, que as medidas anunciadas – que incluem ainda o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) paga pelos bancos – vão no sentido contrário ao discurso do ministro Guido Mantega (Fazenda) e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ao longo de 2007, de encontrar caminhos para reduzir o custo da intermediação financeira.
Barbosa evitou quantificar os impactos nos juros e disse que prefere aguardar a regulamentação das medidas anunciadas ontem. Mas crê que o impacto sobre o custo das operações não deverá ser forte a ponto de reverter a tendência de crescimento do volume de crédito no País. Isso, argumenta, só aconteceria com uma deterioração mais forte do cenário internacional em função da crise iniciada no mercado imobiliário dos EUA.
“A idéia de reduzir o spread bancário (diferença entre o custo de captação de recursos dos bancos e o valor pago pelos clientes ao tomarem esse dinheiro emprestado) precisa de medidas que aumentem a transparência, a concorrência e ataquem os fatores que elevam o spread”, disse, sugerindo que, entre esses fatores, estão os impostos pagos pelos bancos. Ele ressaltou que “os bancos foram pegos de surpresa” com o anúncio do governo.
Fonte: Folha de Pernambuco
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