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Alencar chama pacote de remendo

7 de janeiro de 2008

 

SÃO PAULO – O vice-presidente José Alencar (PRB-MG), 76, afirmou ontem que o pacote econômico anunciado pelo governo federal para compensar a perda de arrecadação com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) é um remendo, que não consertará o País. Alencar disse confiar numa mudança ampla por meio de uma reforma tributária. “Mas, com esses remendos, a gente não vai consertar nunca”, ressaltou.

Questionado se entendia que o pacote é um remendo, Alencar afirmou que tudo isso que se faz são remendos. A declaração foi feita ao deixar o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde se submeteu a três dias de quimioterapia por conta do aparecimento de novo tumor no retroperitônio, região da cavidade abdominal. Ele mostrou preocupação com seu estado de saúde: “Rezem para mim. O negócio está feio. Estou saindo satisfeito porque sou assim mesmo, mas que a coisa é preta, é”, disse.

O vice-presidente afirmou compreender a iniciativa do presidente Lula em lançar as medidas econômicas na virada do ano. “O governo federal ficou preocupado com a questão da CPMF por uma razão muito simples, porque representou um rombo de R$ 40 milhões. E um dos fatores mais importantes para a estabilidade monetária é o equilíbrio orçamentário.”

O vice afirmou que a maior preocupação de Lula é com o retorno da inflação. “Tivemos um período no Brasil de 80% ao mês de inflação, e não queremos jamais voltar àquela situação. Daí a razão pela qual temos de cuidar do equilíbrio orçamentário”.

Segundo Alencar, a Fazenda está preparando uma proposta de reforma tributária a pedido de Lula que será discutida com os Estados. “O que se deseja é simplificar o sistema tributário”. Ele defendeu o envio da proposta ao Congresso e sua votação o mais rápido possível.

Fonte: Jornal do Commercio

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