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Empréstimo vai ficar mais caro

3 de janeiro de 2008

O brasileiro mal dormiu sem a CPMF e já acordou com um pacotaço que vai aumentar o custo do crédito no País e prejudicar – mais uma vez – os menos abastados. Ontem, o governo federal esboçou as primeiras medidas para compensar a perda de R$ 40 bilhões com o fim do imposto do cheque. O tributo da vez é o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que terá incidência de 0,38% nas operações para pessoas físicas e jurídicas.

Isso quer dizer que o consumidor vai pagar mais caro na hora de comprar aquela geladeira financiada na loja de eletrodomésticos, quando não pagar a fatura integral do cartão de crédito, quando contratar um empréstimo consignado e também quando financiar um carro ou um imóvel e fizer um seguro. A taxa cobrada nos empréstimos para a pessoa física vai passar de 1,20% para 2,37% ao mês. As empresas também serão impactadas nas captações.

Na avaliação do gerente de consultoria tributária da Deloitte, Nilton Morais Lima, as medidas punem os mais pobres. “Estudo da Fiesp apontou que as pessoas que ganhavam até dois salários mínimos eram as mais prejudicadas pela CPMF. Quando incluia o imposto embutido nos produtos, a alíquota chegava a 2%. No caso de quem ganhava acima desse patamar, a taxa era de 1,2%”, compara. De acordo com o Banco Central, em 2007, o volume de empréstimos para pessoa física cresceu 24%. Para este ano, mesmo com o aumento da alíquota do IOF, a expectativa é que continue nesse patamar. A explicação é que o brasileiro está mais interessado no valor da prestação do que em quanto está pagando de juros e tributos.

Fonte: Jornal do Commercio

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