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Planalto evita pacote impopular no Natal

19 de dezembro de 2007

 

MONTEVIDÉU (Folhapress) – Encontrar fontes alternativas de receitas e determinar cortes de gastos para cobrir a perda de R$ 38 bilhões com o fim da CPMF não é a única preocupação da área econômica. Para o governo, a batalha a ser ganha nos próximos dias é a da comunicação, já que, avalia-se, a falta de um discurso “unificado” e “focado” pode fazer estrago maior do que a própria ausência da CPMF.

Apesar de não terem fechado os detalhes dos números, os técnicos dos ministérios da Fazenda e do Planejamento já sabem que há espaço para acomodar o buraco deixado pela CPMF no Orçamento e também que não haverá como fugir da fórmula tradicional de aumento de alguns impostos e corte de despesas. O maior problema é como embrulhar o pacote de medidas impopulares na véspera do Natal.

Ontem, ao retornar de Montevidéu, o presidente Lula orientou seu ministros a priorizar os estudos de cortes de gastos no Orçamento antes de passar para a fase de aumento de alíquotas de impostos. Ele deseja que a maior parte do ajuste venha da redução de despesas, deixando uma margem menor para ser compensada com a elevação de tributos.

Segundo a reportagem apurou, a avaliação era que o governo não pode passar a impressão de que Fazenda e Planejamento estão em lados opostos. O governo acredita que foi bem sucedido na comunicação, ao reafirmar o compromisso com o equilíbrio das contas públicas e a manutenção do superávit primário (a economia que o governo faz para pagar os juros de sua dívida). No entanto, é preciso entregar o que prometeu: um pacote consistente para mostrar que haverá sustentação fiscal no País, mesmo sem a CPMF.

Fonte: Folha de Pernambuco

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