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Receita perde principal arma contra sonegação

14 de dezembro de 2007

 

BRASÍLIA (AE) – Com o fim da CPMF, a Receita Federal perde um dos seus mais poderosos instrumentos de combate à sonegação fiscal, em especial nos casos envolvendo pessoas físicas, “laranjas” e “caixa dois” praticados por médias e pequenas empresas. O tributo permite a identificação de indícios de irregularidades tributárias pelo simples cruzamento de dados informatizados.

Com essas informações, o Fisco faz as comparações de forma rápida, selecionando listas de contribuintes suspeitos em questão de dias. Sem as informações oferecidas pela CPMF, o Fisco passará a consumir dois ou três meses nessa mesma tarefa.

O fim do tributo também é um golpe para a Controladoria Geral da União (CGU), que tem entre suas principais tarefas a investigação de funcionários públicos corruptos. “Há enorme prejuízo para os trabalhos de investigação da CGU e demais órgãos de investigação e controle, porque a CPMF tem esse efeito extra-fiscal, que permite identificar movimentações financeiras incompatíveis com a remuneração de agentes públicos”, afirma o ministro-chefe da CGU, Jorge Hage.

Além da oposição, por razões políticas, e os sonegadores, quem deve estar festejando o fim da CPMF são os corruptos que praticaram desvios e realizaram movimentações financeiras inexplicáveis que a CPMF nos ajudava muito a identificar”, ataca Hage.

Fonte: Folha de Pernambuco

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