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País pode se deparar com nova contribuição

14 de dezembro de 2007

 

BRASÍLIA (Folhapress) – Após a derrota na aprovação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), oposição e governistas admitem a criação de um tributo para substituir o “imposto do cheque”. A idéia deve ser debatida durante a discussão da reforma tributária, segundo integrantes do PSDB e do PT.

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Netto (AM), sugere que a CPMF seja recriada com um novo formato. Já a líder do PT na Casa, Ideli Salvatti (SC), reconheceu que a medida pode ser analisada na discussão da reforma tributária. “Eu não defendo que volte nada com caráter provisório, mas que seja CPMF ou que o for, e dentro da reforma tributária, que é emergencial”, afirmou a petista.

Virgílio sugeriu que a CPMF seja recriada, mas para ser cobrada por um período menor – a ser definido -, cortando gastos públicos, desoneração da folha de pagamento e com garantias de mais recursos para saúde.

Já o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso divulgou nota, ontem, na qual ressalta que governo e oposição devem deixar de lado as “picuinhas” e se concentrarem no que é necessário para o País: a reforma tributária.

O ex-presidente sugeriu uma “equação” entre a redução da carga tributária para aumentar a capacidade de crescimento do País e a manutenção de recursos para áreas sociais.


HISTÓRICO
Em 1999, Fernando Henrique Cardoso passou seis meses do seu governo sem a CPMF. O aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) foi a principal medida adotada pelo governo à época quando ficou sem a arrecadação do tributo. As eleições do ano anterior haviam atrasado no Congresso a prorrogação da CPMF, cuja alíquota estava sendo elevada de 0,2% para 0,38%. A votação da emenda só foi concluída em março, e a cobrança do tributo foi reiniciada em junho.

Fonte: Folha de Pernambuco

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