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Mutirão contra a informalidade

20 de novembro de 2007

O Produto Interno Bruto do Brasil, revisado neste mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estaística (IBGE), revelou que a informalidade no país corresponde a 8,4%, o equivalente a R$ 180 bilhões (10,1% quando se leva em consideração a incidência de impostos). Para orientar empresas a saírem dessa situação – e evitar que o Brasil continue a perder receitas -, o Banco do Brasil e o Sebrae promoverão em todos os estados brasileiros (260 municípios), a partir de hoje, o Mutirão da Cidadania Empresarial. Em Pernambuco, 12 cidades farão parte do projeto, incluindo o Recife.

A proposta é semelhante aos “mutirões da cidadania” que vez por outra acontece por aí, reunindo em um mesmo lugar serviços e informações. No caso deste, relativos à atividade empresarial, sobretudo às micro e pequenas empresas, a grande maioria das que ainda estão informais.

Especialistas apontam que desinformação e medo da alta carga tributária brasileira afastam esses pequenos empresários da formalidade. O que muitos não sabem, contudo, é que ao se formalizar, uma empresa tem também acesso a vários benefícios, como empréstimos e incentivos fiscais em instituições financeiras a juros baixos, além de poderem participar de concorrências públicas.

“Esses empresários têm de saber que com a informalidade seus negócios não crescem. Além disso, com a nova Lei de Pequenas e Médias Empresas, quem sair da informalidade tem vantagens em licitações”, apontou o gerente de mercado para pessoas jurídicas do Banco do Brasil no estado, Rely de Oliveira, que não quis arriscar um palpite de quantos empreendedores aparecerão nos dois dias do mutirão em Pernambuco.

“É difícil. Sabemos apenas, por dados do IBGE, que Pernambuco tem cerca de 600 mil informais, a sexta maior quantidade do país”, completou ele. Atualmente, há 10 milhões de pequenas empresas brasileiras na informalidade.

Além de receber as informações necessárias para formalizarem suas empresas, os participantes poderão ali mesmo nos postos de atendimento conseguiroutras orientações técnicas, empresariais e de crédito, como por exemplo quais são as melhores linhas de financiamento do mercado para cada tipo de atividade, bem como as possibilidades de expansão dos negócios, levando-se em consideração cada segmento econômico.

Cursos – O Sebrae particpará oferecendo, além de atendimento pessoal aos microempresários, cursos e palestras, como “Comece certo: planejamento e análise”, “Entendendo custos, despesas e preços de venda” e “Como vender mais e melhor”. Ao final, os empreendedores receberão um “guia de formalização” para pequenos negócios, com todas as informações necessárias sobre o assunto.

Também participam do esforço coordenado, a Federação Nacional das Indústrias de Serviços Contábeis (Fenacon), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Receita Federal, além da Junta Comercial (Jucepe), Federação das Micro e Pequenas Empresas (Feamepe) e Conselho Regional de Contabilidade.

 

Fonte: Diário de Pernambuco

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