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Recife bate R$ 2 bi em tributos

3 de novembro de 2007

Quatro anos após o Recife juntar-se ao clube das capitais com arrecadação bilionária em tributos municipais, estaduais e federais, o município vai chegar pela primeira vez à casa dos R$ 2 bilhões até o final do ano. Segundo projeção do Impostômetro, ferramenta criada pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) para acompanhar as receitas tributárias do País, Estados e cidades, a capital pernambucana fechará 2007 com um total de R$ 2,03 bilhões. No ano passado, a cifra recifense foi de R$ 1,73 bilhão.

Os tributos incluídos no cálculo do Impostômetro envolvem a polêmica CPMF – que tem dominado o noticiário político e econômico devido às negociações da bancada governista e de oposição, no Congresso Nacional, sobre sua prorrogação –, além do ICMS, estadual, e o ISS, municipal, entre tantos outros impostos e contribuições. Até ontem, o Impostômetro indicava um recolhimento de todos esses tributos de R$ 1,68 bilhão no Recife no acumulado deste ano.

Ainda assim, entre as capitais nordestinas, o volume arrecadado no município pernambucano fica na terceira colocação. Fortaleza (CE) lidera o ranking regional e fechará o ano com R$ 2,33 bilhões, segundo o Impostômetro. A cidade cearense ultrapassou o patamar de R$ 2 bilhões no ano passado.

A capital baiana fica na segunda colocação do projetado para 2007, com R$ 2,17 bilhões. Salvador também ultrapassará pela primeira vez os R$ 2 bilhões – em 2006, arrecadou R$ 1,87 bilhão em tributos estaduais, municipais e federais.

A quarta colocação na lista dos nordestinos é de São Luís (MA), que a partir deste ano se junta ao clube dos arrecadadores bilionários de tributos. Enquanto no ano passado a cidade maranhense gerou R$ 937 milhões, em 2007 sua arrecadação chegará a R$ 1,09 bilhão.

Natal (RN), quinto lugar, fechará o ano com R$ 879 milhões, seguido por Teresina (PI), com R$ 867 milhões, Maceió (AL), com R$ 778 milhões, e João Pessoa (PB), com R$ 743 milhões.

Na lanterninha dos tributos vem Aracaju (SE), com R$ 190 milhões até o final de 2007.

Fonte: Jornal do Commercio

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