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Sindicato aprova

27 de outubro de 2007

Os sindicatos comemoram as medidas anunciadas pelo governo que mexem no bolso dos servidores públicos. Além do décimo terceiro a partir de 9 de novembro ser bem vindo, o pagamento dos salários no mês em curso em janeiro de 2008 dá um alívio aos funcionários dos órgãos públicos. Em especial dos ativos porque estão acostumados a receber os salários a partir do quinto dia útil do mês seguinte. Resultado: fazem os pagamentos em atraso e arcam com os encargos e juros das contas e cartões de crédito.

O cooordenador geral do Sindicato dos Servidores Públicos de Pernambuco, Renilson Oliveira, diz que a divulgação do calendário de pagamento do próximo ano dá tranqüilidade aos servidores. “Ao saber o dia em que vai receber o dinheiro o servidor pode se programar. Ele sabe que entra para trabalhar no dia 1º e recebe o salário no último dia do mês”, destaca. Pelo calendário divulgado ontem, o pagamento de janeiro começa no dia 25 com os aposentados e pensionistas e termina no dia 31 com o pessoal da ativa. “É uma demonstração da prioridade do governo com as demandas do servidor”, afirma.

Em relação ao décimo terceiro salário, o dirigente sindical comenta que ao chegar o final do ano o servidor também quer se programar e antecipar as suas compras. Ele lembra que nos últimos anos o governo pagava o abono em dezembro, mas deixava a folha de dezembro para janeiro. “Até o ano passado, o décimo era transformado no salário de dezembro”, salienta.

Na opinião de Paulo Rocha coordenador geral do Fórum dos Servidores da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a antecipação do calendário é positiva e deixa satisfeito o conjunto dos servidores. No entanto, ele cobra do governo a construção de uma política salarial para recuperar as perdas de rendimento. “Os salários em Pernambuco continuam sendo os piores do Brasil, mesmo que algumas categorias tenham conseguido reajustes maiores este ano”, cobra.

Rocha destaca que o pagamento do décimo terceiro em novembro é importante porque o funcionário público sabe que pode contar com os recursosextras para atender às demandas de consumo dos familiares. “Espero que não seja somente este ano. Essa deve ser uma política de estado e não de governo”, cobra. (R.F.)

Fonte: Diário de Pernambuco

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