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Nos acostumamos com a CPMF – JC Negócios

23 de outubro de 2007

 

Apesar de todo o noticiário e barganha da oposição frente ao governo no Congresso, mas aqui para nós e o povo da rua, depois de 15 anos o brasileiro se acostumou com a CPMF. Entrou no custo fixo. Tem a ver com aquela despreocupação do brasileiro com troco de moeda, centavos em preço de produto e saldo de conta bancária. Por que brasileiro gosta mesmo é de conta fechada. De preferência com um zero.

O comércio até que tenta. Lembra da velha tese dos consultores de que em lugar de R$ 14, o cliente compra mais se o preço for R$ 13,99. Pouca gente pede R$ 0,01 de troco, mas tem muito consultor ganhando dinheiro com o discurso. Talvez por estar interessado em desconto de, pelo menos, 5%.

A coisa foi se incorporando ao dia-a-dia. Quem já leu nos extratos de dezembro quanto o cliente pagou de CPMF no ano? A maioria das pessoas nem sabe que a informação está no rodapé do documento. Na verdade, o cidadão não está preocupado com a CPMF, está mais interessado no que o governo faz com o bolo da CPMF. E quando se diz que, em 2007, ela renderá R$ 35 bilhões, as pessoas não estão interessadas em saber quanto o banco vai retirar de suas contas. Estão interessadas em saber se esse dinheiro vai ser gasto de forma visível. Tipo: esta ambulância foi comprada com o dinheiro da CPMF. Este hospital foi equipado com o dinheiro da CPMF. Este posto de saúde foi construido com o dinheiro da CMPF. Ou seja, já nos acostumamos com a CPMF. O que queremos saber é como ela será aplicada. O resto é onda da oposição.

Fonte: Jornal do Commercio

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