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O custo da burocracia

4 de outubro de 2007

O belo e imponente prédio do JCPM Trade, que mudou a paisagem de Brasília Teimosa e está ajudando a promover a inserção econômica do seu entorno, passou um ano para ser construído e dois para ser aprovado pela prefeitura. Já o projeto de urbanização do Pilar e da área portuária do Recife, proposto pela Bunge, não conseguiu sair do papel.

Recentemente, os proprietários do restaurante Bargaço desistiram de transferir o estabelecimento para junto do Cabanga Iate Clube, depois de anos de intermináveis e infrutíferas negociações. Agora, os mexicanos do grupo Salinas anunciaram que vão sediar os negócios fora do Recife. Não é para menos. O Recife é uma das capitais brasileiras onde se perde mais tempo para se conseguir licença de funcionamento, além de campeã dos custos tributários.

Levantamento da Corporação Financeira Internacional, entidade do Banco Mundial que faz a ponte com setor o privado, acompanhou os entraves burocráticos nas principais cidades da América Latina e colocou o Recife entre as de piores desempenhos. Das 25 cidades brasileiras pesquisadas, a capital pernambucana é a 22ª na “classificação na concessão de licença para funcionamento”. E, no item “custo para obter licença de funcionamento”, é a terceira mais cara. Cobra 40 vezes mais pelos serviços de licenciamento do que Porto Alegre.

Rapidez mesmo só para as questões relacionadas com a concessão da limpeza urbana.

 

Fonte: Diário de Pernambuco

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