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Escoamento de tributo ainda em questão

28 de agosto de 2007

 

O Poder Executivo e acionistas da Companhia Petroquímica de Pernambuco (PetroquímicaSuape) ainda não chegaram a um consenso sobre como o Governo pode contribuir para escoar o tributo acumulado pela Companhia, na aquisição de insumo em outros estados, quando iniciar a fabricação de Ácido Tereftálico Purificado (PTA) em Ipojuca. O paraxileno, matéria-prima do PTA, será comprado na Bahia, ou no Rio de Janeiro, com até 12% de ICMS, encargo que não deverá ser repassado aos clientes pernambucanos, que já importam o PTA com isenção fiscal. A idéia seria comercializar os créditos de ICMS.

A indústria de garrafas PET M&G (Mossi & Ghisolfi), já em operação no Estado, e a futura fabricante de fios de poliéster Citepe (Companhia têxtil de Pernambuco), são as únicas empresas no Estado que dependem do PTA, e o que vamos fornecer para elas não poderá ser mais caro do que importam. Como nossa matéria-prima virá com ICMS, a saída seria vender esse tributo, com deságio, a outras indústrias do segmento”, sugeriu o superintendente da PetroquímicaSuape, Richard Ward. Assim, a Companhia evitaria um prejuízo de US$ 36 milhões com ICMS acumulado.

Ontem, a indústria de PTA recebeu a Licença de Instalação da CPRH, permitindo que a engenharia geotécnica comece em setembro. A planta industrial terá capacidade para produzir 640 mil toneladas de PTA por ano, e o investimento previsto é de US$ 632 milhões. Estima-se gerar três mil empregos durante a construção.

Fonte: Folha de Pernambuco

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