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Reforma fiscal impõe mudanças na AD Diper
18 de agosto de 2007Ela tem o objetivo de aprovar os incentivos fiscais para empresas se instalarem no Estado, captar investimentos para Pernambuco e gerir os distritos industriais. Mas, caso a guerra fiscal acabe mesmo, como deseja o governo federal e alguns Estados, a Agência de Desenvolvimento de Pernambuco (AD Diper) terá que se refazer. E isto num momento em que se começa a criticar sua atuação e seus quadros.
O governo federal voltou a prometer uma reforma tributária e o fim da guerra fiscal. E empresas e Estados começam a planejar a atração de investimentos sem a vantagem dos descontos de ICMS – o principal mecanismo de guerra fiscal entre os Estados. Isso forçará uma nova atuação da AD Diper. Um dos planos do órgão é criar uma agência de fomento que ajudaria pequenos e microempresários a captarem recursos e ganharem competitividade. Ele cita o exemplo da bacia leiteira, que recebe pouco pela produção de leite porque fica refém de poucas empresas. “Devemos buscar fundos mais baratos e ajudar empresários a fecharem empréstimos. A cadeia do leite em Garanhuns, por exemplo, poderia se reestruturar”, diz. Uma das principais dificuldades, lembra, é a de ter garantias para fazer empréstimos, e aí a agência de fomento poderia atuar.
Consultores com trânsito na AD Diper – mas que pedem para não serem identificados – relatam que o órgão está menos pró-ativo, com as atenções do governo concentradas sobre Suape. “Com o fim dos incentivos, a AD Diper não teria sentido hoje, aquele órgão cheio de gente. Tem que ser um órgão de atendimento ágil, fazendo marketing de Pernambuco. Se não fizer isso vai ficar cuidando só da Fenneart”, diz um consultor. “Nunca mais vi uma ação pró-ativa da AD Diper na prospecção de negócios. Nunca vi mais discussões, além do volume de negócios ter baixado bastante”, critica outro. O site da agência também está fora do ar.
Durante a transição, o secretário Fernando Bezerra Coelho prometia revigorar a AD Diper. Ele também prometeu trazer técnicos de bancos públicos, como o BNDES, para a diretoria. As contratações anunciadas não se concretizaram, excetuando-se a do atual presidente, Jenner Guimarães, oriundo do Banco do Nordeste. Guimarães defende a equipe atual e diz que, à medida em que os projetos forem tocados, analisará o perfil de cada um para as novas missões. “Ajustes podem ser feitos”, garantiu.
Segundo ele, a agência está reforçando as atividades de gestão dos distritos industriais, com vistas a atrair empresas para o interior. A agência está reformando os distritos, como o de Petrolina e o Parqtel, no Curado, e apresentará preferencialmente para os empresários interessados em investir em Pernambuco.
Fonte: Jornal do Commercio
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