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Secretários criticam gestão passada

17 de janeiro de 2007

 

Diferente das declarações do governador Eduardo Campos (PSB), de que não faria críticas à condução da gestão anterior, alguns secretários tomaram partido e citaram problemas das pastas recebidas. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, atribuiu à “lentidão” da administração anterior, o déficit de R$ 255 milhões, divulgado pelos socialistas. “Isso demonstra que o governo passado foi lento na aplicação dos contratos de financiamento junto ao Banco Mundial, junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento. O novo governo vai ter um prazo mais curto para não correr o risco de perder esse dinheiro, tudo isso vai sobrecarregar o Governo Estadual. (Ineficácia?) Com certeza. O governo foi lento”, alfinetou.

O secretário chefe do Gabinete Civil, Ricardo Leitão, chegou a ironizar a divulgação da existência de recursos no valor de R$ 1,3 bilhão. Segundo ele, baseado no levantamento da Secretaria da Fazenda, não se identifica nenhum recurso dessa ordem nos cofres do Tesouro do Estado. “O que existe é uma perspectiva de investimentos no Estado, a partir de contratos e empréstimos que precisam ser viabilizados. O fato desse número existir no orçamento não quer dizer que esse dinheiro vai chegar. Para que houvesse a viabilização tem que haver a contrapartida. Como pode se viabilizar isso diante de um déficit consolidado e identificado?”, indagou.

Leitão ressaltou ainda estar respaldado em documentos oficiais, não por “notas, declarações ou afirmações de governador”. Mesmo de maneira contraditória, o socialista garantiu não haver “palanque” nas informações fornecidas pelo atual governo. Para ele, a entrevista, na forma que foi dada, “da maneira serena como foi explanada, demonstra que o Governo não quer abrir polêmica”. “Queremos olhar para frente e reequilibrar o Governo do Estado. A eleição já foi vencida, a população já derrotou o (ex) governador e as forças anteriores com uma margem de voto expressiva. Já deu sua opinião sobre a gestão passada sob o ponto de vista administrativo e financeiro”, avaliou.

Fonte: Folha de Pernambuco

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