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Em duas semanas, brasileiro já pagou R$ 38 bi em tributos
17 de janeiro de 2007
Em apenas duas semanas, os brasileiros já pagaram mais de R$ 38 bilhões em impostos, taxas e contribuições. No mesmo período do ano passado, as três esferas de governo arrecadaram R$ 34 bilhões (veja arte sobre os impostos em janeiro). As informações sobre o crescimento da carga tributária do País são da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), divulgadas no site do Sistema Permanente de Acompanhamento das Receitas Tributárias (Impostômetro), criado em parceria com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT)
De acordo com o presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, no final do mês os brasileiros terão pago R$ 75,9 bilhões em tributos à União, aos Estados e municípios. “Esses números representam um crescimento nominal de 6,5% e real de cerca de 3% em relação a janeiro de 2006, quando se arrecadou R$ 71,2 bilhões”, avalia.
Durante o dia de ontem, foram arrecadados cerca de R$ 2 bilhões. Se calcularmos o valor por hora, a média fica em torno de R$ 100 milhões. São Paulo tem a maior arrecadação: mais de R$ 15 bilhões até ontem, o que representa cerca de 40% do total arrecadado. Em segundo lugar, vem o Rio de Janeiro, com R$ 6 bilhões e em terceiro Minas Gerais, com R$ 3 bilhões. O Estado que contribui com menor valor é Roraima, com R$ 26 milhões, apenas 0,06% do total.
O Distrito Federal tem o maior índice de arrecadação por habitante: R$ 872,20, seguido do Rio de Janeiro, onde o valor por pessoa é R$ 414,43 e de São Paulo, que paga R$ 383,91 por habitante.
CONSCIENTIZAÇÃO – O Ipostômetro funciona desde abril de 2005 e faz parte de um conjunto de ações desenvolvidas pela ACSP que objetivam esclarecer a população sobre o pagamento de impostos. Um medidor fica instalado na sede da Associação, em São Paulo. A população pode conferir os números também através do endereço eletrônico www.impostometro.org.br.
No cálculo, o Impostômetro considera todos os valores arrecadados pelas três esferas de governo a título de tributos: impostos, taxas e contribuições, incluindo as multas, juros e correção monetária. Para o levantamento de arrecadações federais, são utilizadas bases de dados da Secretaria da Receita Federal, Secretaria do Tesouro Nacional, INSS, Caixa Econômica Federal, Tribunal de Contas da União e IBGE.
As receitas dos Estados e do Distrito Federal são apuradas com base nos dados do Conselho Nacional de Política Fazendária, das Secretarias Estaduais de Fazenda, Tribunais de Contas dos Estados e Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda. As arrecadações municipais são obtidas através dos dados da Secretaria do Tesouro Nacional, dos municípios que divulgam seus números em atenção à Lei de Responsabilidade Fiscal e dos Tribunais de Contas dos Estados.
Gilberto do Amaral revela que em menos de dois anos de funcionamento, o site já teve mais de 20 milhões de acessos. “O dinheiro é público e todo o cidadão tem não só o direito, mas o dever de verificar o quanto é arrecadado e onde se investe.”
Fonte: Jornal do Commercio
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