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Ao extremo (Coluna Diario de Pernambuco)

13 de dezembro de 2006

 

Ao exibir documento do Tesouro Nacional atestando o equilíbrio financeiro do estado, o governador Mendonça Filho (PFL) espera colocar um ponto final na polêmica levantada, há quase dois meses, pela equipe de transição do governador eleito, Eduardo Campos, sobre a veracidade do ajuste das contas. Além disso, Mendonça redireciona a discussão. Caso as contestações persistam, devem ser quanto à veracidade das informações do Tesouro Nacional referentes até 2005. E para atestar o equilíbrio de 2006, o governador antecipou o pagamento da folha de dezembro. Bem, por mais que se negue, essa polêmica vai além dos números. É mais política do que financeira. O ajuste nas contas sempre foi um dos pontos de honra dos governos Jarbas/Mendonça e, pela lógica, os dois não deixariam brechas, sobretudo porque sustentaram, ao longo de oito anos, terem recebido o estado, em 98, com desejuste financeiro, após o terceiro governo Arraes. Esse, aliás, foi um dos motivos que contribuiu para o acirramento entre os dois grupos políticos. Eduardo sempre negou esse desequilíbrio e, sob o argumento de que teria que saber a real situação financeira do estado, levantou suspeitas sobre os números apresentados e que foram exacerbadas pela sua equipe de transição. Registre-se que, nesse round, os assessores de Eduardo foram mais ágeis e mais eficientes na acusação do que a equipe de Mendonça na defesa dos seus próprios números. A rigor, a polêmica chegou a um nível que a dúvida sobre o equilíbrio financeiro já estava estabelecida na opinião pública. Ao recorrer ao Tesouro Nacional e à antecipação da folha de dezembro, Mendonça chegou ao extremo.

Fonte: Diário de Pernambuco

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