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Mendonça rebate Eduardo sobre saúde financeira
13 de dezembro de 2006
O governador Mendonça Filho (PFL) rebateu ontem as críticas da equipe de transição do governador eleito Eduardo Campos (PSB) em relação à situação das finanças de Pernambuco. Os socialistas atribuíram o adjetivo “frágil” ao equilíbrio econômico apresentado pelo grupo pefelista, o que gerou reação da atual administração e da bancada oposicionista na Assembléia Legislativa. Mais de uma semana depois do início da polêmica, Mendonça Filho anunciou ontem duas medidas para comprovar a saúde financeira do estado. A primeira é a antecipação do pagamento do salário de dezembro dos servidores estaduais ativos e inativos para antes do Natal (entre os dias 19 e 22) e a outra, a retirada do projeto de lei complementar número 1.436 – relativo ao pagamento da contribuição previdenciária – da pauta da Assembléia.
Segundo Mendonça, essas medidas só foram possíveis por causa da atuação dos governos de Jarbas Vasconcelos (PMDB) e do seu próprio em prol do ajuste fiscal do estado. “Pernambuco nunca viveu um momento tão positivo em termos de finanças públicas na sua história recente”, declarou. O governador fez comparações ao quadro econômico do estado em 1998 e recorreu às informações do Tesouro Nacional para defender o “absoluto equilíbrio do estado”.
Mendonça destacou que o anúncio não tinha a intenção de arrefecer a controvérsia, mas de apresentar os dados objetivamente e acabar com o “disse-me-disse”. “Não estou disposto a estabelecer a polêmica a partir de avaliações subjetivas. O que estou mostrando à população são dados objetivos e auditados pela secretaria do Tesouro Nacional”, frisou.
Sobre os projetos mais controversos em tramitação na Assembléia enviados pelo Poder Executivo, o governador disse que a futura base de Eduardo não especificou quais seriam os problemas de cada um. “Preciso saber objetivamente qual o projeto que provoca prejuízos. Acabou o tempo de falar por parábola. O homem público tem que se colocar de forma direta, não por sofismas ou parábolas”, declarou.
Sem comentários – Em entrevista à imprensa, Eduardo evitou comemorar a retirada do projeto que previa o recolhimento da contribuição previdenciária de dezembro para janeiro. A matéria era a mais polêmica da Casa e corria o risco de ser derrotada pela base de oposição. “Tivemos a mais larga vitória nos últimos registros eleitorais de Pernambuco e a serenidade de perceber que a campanha acabou no dia 29 de outubro. A transição fechou um relato, eu democratizei com a base de apoio”, afirmou.
O socialista disse que não iria responder às indiretas de Mendonça. “Não vou, em hora nenhuma, deixar de fazer o que estou fazendo para enfrentar discussão que não interessa à população neste momento”, declarou.
Fonte: Diário de Pernambuco
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