Marca SINDIFISCO Sindicato do Grupo Ocupacional Administração Tributária do Estado de Pernambuco

Notícias

Salário é problema para Eduardo formar equipe

10 de dezembro de 2006

 

Apesar das pressões que tem enfrentando, o governador eleito, Eduardo Campos (PSB), está conseguindo cumprir o prazo que estabeleceu para anunciar o seu secretariado, o que deve ocorrer até o próximo dia 15. Este “time”, porém, termina contribuindo para suscitar uma expectativa na opinião pública que o socialista, de tanto “maturar”, pode formar uma equipe de projeção nacional para ajudá-lo a administrar o Estado. O fato é que o ex-ministro da Ciência e Tecnologia quer causar impacto, mostrando que o seu modelo de governo, além de arregimentar quadros formados pelos partidos das forças políticas aliadas, também conseguiria atrair pessoas de outros Estados. Ele está buscando na iniciativa privada nomes de técnicos, alguns pernambucanos e outros não, mas tem esbarrado em uma dificuldade: o salário de R$ 7 mil pago pelo Estado aos secretários, que é considerado baixo.

Nas consultorias e nas grandes empresas, um executivo ganha muito mais e só estaria disposto a abrir mão deste salário se recebesse o convite como uma “missão” ou se tivesse algum tipo de projeto político, como disputar um cargo eletivo nas próximas eleições. Nesse caso, um cargo de primeiro escalão daria visibilidade. Até o momento, o nome de projeção nacional que deve integrar o primeiro escalão é o do escritor Ariano Suassuna, que só não comandará a futura Secretaria de Cultura se não quiser.

A surpresa pode ser o retorno do economista João Recena para o Poder Executivo. Ele participou do terceiro governo de Miguel Arraes (95/98) como secretário de Planejamento. Recena pode ser o futuro secretário-chefe do Gabinete Civil porque seu perfil de técnico competente e respeitado é adequado para a função que Eduardo pretende atribuir ao titular desta pasta: a de “cobrar” resultados dos outros secretários. Outro fator positivo é que Recena não iria alimentar ciumeira porque não tem pretensões eleitorais.

Uma das alternativas do governador eleito para a Defesa Social era convidar um técnico especialista em segurança pública que já passou pelo governo de Minas Gerais. Nesta área, o governo mineiro tem obtido bons resultados. Diante das dificuldades, o socialista também pode optar por uma solução mais caseira. Para a Secretaria da Fazenda, o nome mais forte é o do vereador do Recife Danilo Cabral (PSB), coordenador-geral da campanha de Eduardo e técnico do Tribunal de Contas do Estado. Ele teria declinado do convite de comandar a Administração porque esta é uma pasta que vai “alimentar” muitas arestas com os servidores públicos. A secretaria será oferecida a um dos partidos aliados.

A Casa Militar deve ficar com o coronel Mário Cavalcanti, que já acompanhou Arraes e participou ativamente da campanha, ao lado de Eduardo. A Procuradoria-Geral do Estado vai para Izael Nóbrega, presidente regional interino do PSB e assessor jurídico do partido. Para a Saúde, o perfil mais adequado é o do diretor do Imip Antônio Figueira ou o do médico Gilliat Falbo, ex-secretário de Saúde de Arraes. Na Educação, o nome deve sair da Universidade Federal de Pernambuco.

O economista Aristides Monteiro está confirmado para a pasta de Planejamento. Foi ele quem coordenou o programa de governo do ex-ministro. A deputada estadual Ana Cavalcanti (PP) pode ser a titular da nova Secretaria da Mulher. A pasta de Produção Rural ficará nas mãos do PL, que deve indicar o ex-deputado estadual José Marcos. O titular da Secretaria de Infra-Estrutura vai sair da cota pessoal do governador, enquanto os secretários de Ciência e Tecnologia, de Desenvolvimento Social e de Desenvolvimento Urbano devem ficar com os aliados.

Fonte: Jornal do Commercio

Notícias