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Horário de verão vai começar em novembro
5 de outubro de 2006
O horário de verão vai começar no dia 5 de novembro e se estenderá até o dia 25 de fevereiro de 2007. Os Estados do Norte e do Nordeste vão ficar de fora. O novo horário vai vigorar nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País para economizar energia.
Devem ser alterados os horários das redes de televisão. A programação vai ficar adiantada em uma hora. Como nos anos anteriores, também será alterado o horário bancário, com as agências abrindo, uma hora mais cedo, nas cidades do interior.
O horário de verão geralmente começa em meados de outubro, mas, neste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitou ao Executivo que a mudança nos relógios fosse feita somente após o segundo turno das eleições, para não atrapalhar o processo. Também houve adiamento em eleições anteriores.
O Ministério de Minas e Energia prevê uma economia de energia de 4% a 5% com a alteração, que atinge principalmente o horário de pico do consumo de energia, que ocorre das 19h às 22h.
A economia que será feita equivale a cerca de 2 mil megawatts (MW), numa estimativa feita pelo Operador Nacional do Sistema (ONS).
Pelos cálculos do ONS, nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste a previsão é que haja uma redução do consumo no horário de pico de 1.560 MW, o equivalente a duas vezes o consumo de Brasília no horário de maior carga.
Já na Região Sul, a redução deverá ser de 530 MW, o que significa 80% do consumo da cidade de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, no horário de pico.
O horário de verão tem como principal objetivo diminuir o consumo de energia. A economia ocorre porque as pessoas aproveitam mais a luminosidade desta época do ano.
PRODUÇÃO – O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Jorge Côrte Real, afirmou que as empresas que têm unidades em vários Estados ficam um pouco prejudicadas com o horário de verão. “No entanto, achamos certo Pernambuco ficar de fora, porque a economia, quando se adere ao horário de verão é muito pequena”, comentou. Ele citou, como exemplo, os trabalhadores da construção civil que iam sair de casa ainda no escuro e voltar de dia, o que faria com que eles gastassem mais energia, quando acordassem.
“Nos primeiros dias, atrapalha um pouco a gestão administrativa. Mais depois de uma semana, as pessoas se adaptam”, disse o superintendente industrial da Caninha 51, Celso Brigagão, se referindo ao horário de verão. A empresa tem três unidades fabris, duas no interior de São Paulo e uma no Estado. “Todo mundo tem que contribuir. É bom para o País economizar energia”, contou Brigagão.
Fonte: Jornal do Commercio
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