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Governo exclui agente penitenciário de seleção
8 de agosto de 2006
Mesmo com uma decisão judicial determinando a abertura de concurso público para dois mil agentes penitenciários, o Governo do Estado não incluiu a categoria entre as contempladas pelo concurso anunciado ontem. Atualmente, existem na ativa em Pernambuco 923 agentes penitenciários para uma população carcerária de 18 mil presos. A realização de concurso público é a principal bandeira da categoria, em greve desde o último dia 29 de março.
Para o presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária (Sindasp), Ricardo Valença, a exclusão da categoria é uma prova de que o Governo do Estado discrimina e não dá o devido valor ao trabalho dos agentes dentro do sistema de Segurança Pública estadual.
“É um total absurdo a nossa classe não ter sido incluída na lista de cargos que terão vagas preenchidas por concurso público. Mais uma vez, o governo age de maneira ilegal ignorando uma determinação da Justiça que já ordenou a abertura de concurso para dois mil novos agentes”, ressaltou Ricardo Valença.
Os demais líderes sindicais, com exceção da Associação de Delegados (Adeppe) e da Associação Pernambucana de Medicina e Odontologia Legal (Apemol), consideraram o número de vagas abertas insuficientes para o déficit existente nas corporações.
“Precisamos de um calendário anual de reposição de pessoal na polícia. Nosso último concurso foi realizado em 98 e, mesmo assim, dos 1,2 mil agentes que entraram na corporação, 400 já abandonaram os cargos. Não serão esses 800 homens que irão resolver o problema da Segurança Pública em Pernambuco”, avaliou Cláudio Marinho, do Sindicato dos Policiais Civis.
A categoria com maior déficit, os escrivães de polícia, sem admitir um novo integrante desde 1993, conta hoje com apenas 236 profissionais. “O nosso quadro original era de 348 escrivães, mesmo assim para a demanda atual seriam necessários 800 novas vagas”, disse o presidente do Sindicato dos Escrivães, Albertin Araújo.
Dactiloscopistas e peritos engrossam o coro. Segundo as duas associações de classe, as vagas abertas não contemplam a necessidade atual. A Associação de Cabos e Soldados informou que o déficit de praças na corporação é de 10 mil vagas.
Fonte: Jornal do Commercio
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