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Cenário externo faz o dólar fechar em alta
26 de abril de 2006
O dólar comercial subiu 0,66% ontem e terminou o dia vendido a R$ 2,128. Segundo analistas, remessas de lucros que empresas estrangeiras fizeram aos seus países de origem e o mau humor no mercado financeiro nova-iorquino, que contaminaram o local, explicam essa alta. No exterior, a alta dos rendimentos dos treasuries (títulos do Tesouro norte-americano), que chegaram a 5,07%, e dados econômicos divulgados ontem desanimaram os investidores nos EUA. A confiança do consumidor americano na economia do seu país atingiu 109,6 pontos neste mês, o maior patamar desde maio de 2002, e as vendas de casas usadas subiram 0,3% em março.
Os preços do petróleo, também fonte de preocupação nos últimos dias, deram uma trégua, recuando para US$ 72 o barril em Nova Iorque, após o presidente George W. Bush anunciar uma investigação sobre os aumentos de preços da gasolina e uma interrupção do abastecimento do estoque estratégico de petróleo.
Todas essas notícias provocam o temor de que, ao contrário do sinalizado pelo Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano), o ciclo de aumento dos juros da economia dos EUA seja prolongado. À tarde, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares, o que pressionou um pouco as cotações. Mas o clima é de cautela, enquanto o mercado aguarda a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), amanhã, para buscar pistas sobre os rumos dos juros nos próximos meses.
BOLSAS – A Bovespa diminui o ritmo de queda no final do dia e fechou aos 39.738 pontos, com baixa de 0,03% e giro de R$ 1,89 bilhão – pelo segundo dia seguido, o volume de negócios é inferior à média do mês. Durante o pregão, a Bolsa brasileira, que acompanhou o mau humor do mercado acionário de Nova Iorque ontem, chegou a cair para 39.577 pontos. Mas os resultados de empresas brasileiras relativos ao primeiro trimestre do ano confirmaram as projeções dos analistas. A expectativa de bom desempenho contribuiu para a onda de otimismo que tomou conta da Bovespa nos últimos dias.
A Gol anunciou um lucro recorde de R$ 179,8 milhões no primeiro trimestre de 2006, montante 37,2% superior aos R$ 131,1 milhões obtidos no mesmo período de 2005. As ações preferenciais da companhia subiram 0,92%, para R$ 74,98. A Klabin também já divulgou seu balanço. No primeiro trimestre do ano, seu lucro líquido subiu 27% na comparação com o mesmo período do ano passado, a R$ 162,7 milhões. Os papéis da companhia tiveram alta de 0,19%, a R$ 5,12. Depois de uma forte alta ontem, os papéis da Net recuaram 2,4%, para R$ 1,22. A empresa informou ter registrado lucro líquido de R$ 7,2 milhões no primeiro trimestre do ano, contra um prejuízo de R$ 5,2 milhões no mesmo período de 2005.
Fonte: Jornal do Commercio
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