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Grevistas radicalizam e governo joga duro
29 de março de 2006
Os policiais e comissários ligados ao Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), médicos-legistas do Instituto de Medicina Legal (IML) e delegados de polícia não negociam mais com o governo Jarbas Vasconcelos, em repúdio à ocupação da Polícia Militar no IML, ocorrida na madrugada de anteontem. A decisão foi anunciada, ontem à noite, após assembléias realizadas pelos grevistas. O governo continua a jogar duro com as categorias, que não serão contempladas com promoção por tempo de serviço no projeto de lei 1.244/06. Ficarão apenas com o reajuste de 8% a 10% previsto para todas as classes de servidores.
O IML retomará a operação-padrão assim que voltar à capacidade de 33 corpos. Até as 19h de ontem, havia 47 cadáveres. Hoje, espera-se redução para 27. A partir de então, funcionários vão liberar apenas 30% dos corpos por dia. Delegacias permanecem registrando só flagrantes.
“Ainda estamos absorvendo o impacto das declarações do governador (que chamou os grevistas de bandidos e terroristas, em entrevista à Rádio Jornal anteontem). É questão de honra levar o movimento até sexta. Com esse governo não conversamos mais”, disse Cláudio Marinho, presidente do Sinpol. Sexta-feira, delegados da Polícia Civil fazem passeata pelo Centro do Recife contra o corte da gratificação. Pretendem fazer protesto durante a transmissão de cargo do governador.
PROJETOS – Hoje, deputados estaduais votam os dois projetos de lei que mexem com o bolso dos servidores. Bases governista e da oposição fizeram acordo para aprová-los. Um deles é o 1.244/06, que também prevê ajustes por tempo de serviço para UPE e Detran. Só Sinpol e Hemope ficam de fora.
O outro projeto é o Plano de Cargos da Saúde. A legislação vai estabelecer progressão por tempo de serviço e qualificação. Ontem, foi aprovado em primeira discussão por 42 deputados. “A redação final dos projetos acontecerá quinta-feira (amanhã)”, disse o líder da oposição, Isaltino Nascimento (PT). Os projetos seguem para Jarbas Vasconcelos, que deverá sancioná-los e publicá-los sexta no Diário Oficial do Estado.
Fonte: Jornal do Commercio
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